O dinheiro de Martinho circula na ilha. As trocas simplificando-se, multiplicaram-se. Toda a gente anda satisfeita e saúda Martinho com respeito e gratidão.
Contudo, o prospector de minérios anda inquieto. Os seus produtos estão ainda sob a terra. Já não lhe restam senão algumas notas no bolso. Como reembolsar o banqueiro no próximo pagamento?
Depois de muito reflectir sobre o problema, Tomás aborda-o numa reunião.
– Tendo em conta a população da ilha – interroga-se – seremos nós capazes de respeitar os compromissos? Martinho criou no total 1000 dólares, mas ele pede-nos uma soma total de 1080! Se juntarmos todo o dinheiro em circulação na ilha, dará um total de 1000 dólares. Ninguem criou os 80 dólares que faltam. Nós criamos os produtos e não o dinheiro, Martinho poderá então, apropriar-se de todo o patrimonio da ilha, pois todos juntos não poderemos nunca reembolsar a soma total do capital e os juros.
– Se aqueles que são capazes de pagar, por eles mesmos, sem se importar dos outros, alguns vão cair brevemente, os outros sobreviverão simplesmente, mas o tempo deles tambem estará contado. Portanto, mais cedo ou mais tarde, todos cairão nas mãos do banqueiro, que se apoderará de tudo. É melhor que nos unamos desde já e tentemos resolver o problema na próxima reunião.
Tomás não encontrou a menor dificuldade em convencer os outros de que o banqueiro os enganou. Concordam com uma reunião geral com o banqueiro.