ÀS 21 HORAS – NÃO PERCA UM COMENTÁRIO TEOLÓGICO DO PADRE MÁRIO DE OLIVEIRA SOBRE A HOMOFOBIA; MAS O QUE SIGNIFICA, DE FACTO, HOMOFOBIA?

 À entrada de um jardim de uma pequena cidade francesa dos Pirenéus, uma tabuleta pede – «Não tragam flores para o jardim». O comentário teológico do argonauta Mário de Oliveira que publicaremos na próxima hora, é suficientemente eloquente para dispensar quaisquer introduções.

O substantivo homofobia e os adjectivos dele derivados, são de criação relativamente recente do psiquiatra norte-americano George Weinberg, aparecendo pela primeira vez na sua obra Society and the Helthy Homosexual (1972). A construção do neologismo foi linear = homo+fobia, homo de homossexual e fobia, do grego phobos (aversão, receio, nevrose obsessiva contra algo). Porém trata-se de uma construção precipitada. Vejamos. A palavra homo tem duas acepções principais: pode ser um prefixo e um elemento de composição de palavras científicas, indicando semelhança, igualdade, identidade, como por exemplo, no campo da botânica, se diz que um capítulo é homogâmico. O adjectivo significa que as flores que constituem o capítulo são hermafroditas e semelhantes. Numa acepção mais corrente, homo é um substantivo masculino da área da Antropologia e significa o género da família Hominidae, género representado pelo homem actual, ou seja, a espécie humana. Portanto, à letra, teríamos, homofobia = aversão à espécie humana. Não seria esta a ideia de Weinberg. O que se quer dizer com homofóbico é que se trata de alguém que tem aversão a gays e lésbicas. Há quem defenda que o termo correcto seria um complicado palavrão: homofilofóbico, ou seja, aversão ao que gosta do igual – Homofóbico não significa o que pretende, mas é um erro que o uso impôs como correcto. E, se quisermos aprofundar a questão etimológica, também a designação “Homossexual” é discutível, pois numa acepção imediata todos os seres humanos são em princípio “homossexuais” – ou seja todos tendem a ter actividade sexual.

Às 21 horas, o argonauta Mário de Oliveira diz – «Quem nunca foi homofóbico, que atire a primeira pedra!» E embora se refira a gays e lésbicas, perseguidos nas suas comunidades e, sobretudo, perseguidos pela Igreja Católica, denuncia a repressão a que a Igreja tem sujeitado a mulher. Uma Igreja “homofóbica” na acepção mais ampla do termo; uma igreja que procura sufocar tudo o que é humano. Que tem aversão aos seres humanos. Chamamos a vossa atenção para a importância do discurso.

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