Ainda não há muito tempo que se aceitava que o vendedor fosse um debitador de torrentes de palavras por minuto. Uma espécie de fala barato. Porém nesta altura está a considerar-se que o bom vendedor é o que sabe ouvir e argumentar de acordo com a conversa do cliente.
O mito do vendedor inato é uma ideia falaciosa. É claro que não vem mal ao mundo haver quem pense que nasceu para ser vendedor. Isso pode dar-lhe confiança. Todavia é importante que esse pensamento não se torne prejudicial, por poder criar a ilusão de que não é necessário um aperfeiçoamento permanente.
Essa ilusão pode ainda ser mais prejudicial, quando ele começar por ser bem sucedido e acabar por se tornar numa espécie de vivaço ou de convencido. Ao pensar que é “bom”, pode perder-se no seu narcisismo e deixar de corresponder ao que o cliente espera dele. Nesse caso entra em decadência!
Todas as profissões precisam de treino, mas a de vendedor é daquelas onde ele é imprescindível, tanto mais que é um elemento importantíssimo nas organizações, pois sem vendas, adeus empresa!
Tal como o atleta profissional, o vendedor necessita de treinar intensivamente para ter êxitos. É um preço que tem que pagar em esforço e suor. Curiosamente, algum desse suor e esforço, despendidos, são na maior parte das vezes a praticar exercícios básicos, mas que não podem deixar de ser considerados.
Curiosamente quanto mais talento a pessoa tiver, mais necessidade tem de treinar e praticar, porque sabe que se o não fizer, não irá muito longe. Para continuar no topo, é necessária muita persistência, caso contrário, aos momentos áureos poderá suceder o que acontece com o fogo de artifício, que a seguir à projeção de uma imagem maravilhosa se segue a obscuridade.
Com o bom vendedor é a mesma coisa. Se não se atualizar verá os concorrentes passarem-lhe à frente com tudo o que isso tem de prejudicial para si e obviamente para a empresa a que pertence.

