CRISTÓVÃO COLOMBO – por Fernando Correia da Silva

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Durante a 3ª. viagem às terras que descobrira a ocidente, Cristóvão Colombo regressa a Espanha sob prisão. Será ilibado das acusações. Faz ainda uma 4ª. viagem em 1502. Escreve aos Reis Católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Lamenta-se:

«Era jovem quando ofereci os meus serviços a Vossas Majestades. Agora os meus cabelos são brancos e o meu corpo é débil. Tudo o que meus irmãos e eu mesmo possuímos, foi-nos tomado e vendido, inclusive o meu manto, o que grandemente ofendeu a minha honra. Não creio ter sido o acontecimento ordem de Vossas Majestades. A restauração da minha honra e a restauração das minhas perdas, assim como o castigo dos que provocaram tais injustiças, somente poderão engrandecer, mais uma vez, Vossas Majestades. (…) Debruçado sobre a minha dor, ferido e aguardando quotidianamente a morte, cercado por um milhão de selvagens hostis e cruéis, privado dos Sacramentos da Santa Igreja, como ficará abandonada a minha alma assim que ela deixar o meu corpo ! (…) Suplico humildemente a Vossas Majestades que se dignem ajudar-me, se Deus permitir que abandone estas paragens, e me desloque a Roma, e inicie outras peregrinações. Queira a Santíssima Trindade proteger vossas vidas e vossos bens.

Escrita nas Índias, na ilha da Jamaica, a sete de Julho de mil quinhentos e três.»

Afinal sempre fora encontrado ouro nas Índias Ocidentais. Dando o dito por não dito, El-rei D. Fernando dividira o vice-reinado (prometido a Colombo) por tantos responsáveis quantos os mais capacitados para aumentarem com rapidez o tesouro da Casa Real, rapinagem. E para isso Messer Colombo não servia, visionários são empecilhos…

Colombo regressa a Espanha em 1504. Tenta reaver o vice-reinado que lhe fora prometido. Não consegue. Morre a 20 de Maio de 1506. Pobre, esquecido e abandonado por todos.

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