transparente sobre a terra mole de lava de estrela
sobre cabelos idênticos aos dos mortos desolados
morto há mil anos repete:
«La blanche Opélia flotte comme un grande lys»
o morto misteriosamente diz:
«Il y a une horloge qui ne sonne pas»
(de “Isso Ontem Único”)
Um dos principais animadores do Movimento Surrealista Português. Em 1949 colaborou na Primeira Comunicação Pública do Movimento Surrealista, No nº 1 da revista “Pirâmide” (1959), publicou o manifesto “Aviso a tempo por causa do tempo”, escrito em 1953. Obra poética: “Ossóptico” (1952), “Isso Ontem Único” (1953), “A afixação proibida” (c/ Mário C. de Vasconcelos, 1953), “A verticalidade e a chave” (póstumo, 1956).