“CAMPOS DE CASTILLA” – DE ANTONIO MACHADO – por Carlos Loures

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Muita gente que cita este verso «O caminho faz-se caminhando», ou na sua versão original «se hace caminoImagem1 al andar», não sabe que o seu autor foi um grande poeta castelhano – Antonio Machado. Trata-se de uma estrofe, a XXIX de «Proverbios y cantares» do seu livro «Campos de Castilla» cuja primeira edição data de 1910. Vamos ouvir essses versos cantados por Joan Manuel Serrat. Nestes dias de Julho, recordando o que aconteceu há 77 anos, vou lembrando algumas das vozes mais límpidas que o franquismo, expressão espanholista do nazismo e do fascismo, silenciou.

Há cerca de vinte anos atrás, quando estava a escrever A Mão Incendiada, fiz com o meu filho o trajecto que Palma Inácio e os demais elementos da LUAR percorreram na sua tentativa de assalto à cidade da Covilhã. É uma viagem que ainda hoje recordamos, não porque tenha acontecido alguma coisa de especial, mas por muitos pequenos incidentes. Por exemplo, passámos em Sória onde apenas tomámos uma refeição, um almoço. e aí, numa livraria da Calle Caballeros,  comprei uma edição de Campos de Castilla. Conhecia alguma coisa da obra de Antonio Machado, os tópicos gerais da sua biografia. Antonio Machado nasceu em Sevilha no dia 26 de Julho de 1875 e morreu em Collioure (França) em 22 de Fevereiro de 1939, ao que parece, perseguido pela polícia franquista. Interessou-me de tal modo a obra e a personalidade deste escritor, geralmente integrado no movimento modernista que em O Xadrez Sem Mestre, terceiro livro da trilogia 1968, Antonio Machado e a sua obra constituem um elemento importante.De Campos de Castilla, de que vemos a capa da primeira edição, vamos ouvir Joan Manuel Serrat em Caminante, no hay camino.

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