CASA DA ACHADA – HOJE – CICLO A PALETA E O MUNDO III + CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE

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CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segundas-feiras, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Setembro vamos ler textos, com projecção de imagens, de Iniciação estética de João José Cochofel e O amor da pintura de Claude Roy.

cartaz paleta

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
FÉRIAS NA ACHADA

Segundas-feiras, 21h30

As férias não são tão velhas como o mundo. Antes de começarem a regular os calendários, quem as gozava eram os que não viviam do trabalho e não precisavam de «descansar», mas podiam «mudar de ares» e fazer «vilegiaturas». No século XX, as férias mudaram de figura: foram uma conquista dos trabalhadores e um direito (con)sagrado.
Hoje são «matéria» do comércio e da indústria – «turismo», agências de viagens… E cada vez mais «repartidas». E há cada vez menos «férias»: se não há trabalho, ou se o trabalho é precário, e sem contrato, como pode haver «férias»?
As antigas férias (como os «fins-de-semana», os feriados e as suas «pontes»), conquistadas aos patrões, enquanto terreno da «felicidade» vinda do «não fazer nada», do «não obrigatório», do tempo «livre», têm sido tema e lugar da literatura, da pintura, do teatro, do cinema. Férias desejadas, idealizadas, aproveitadas, e também malbaratadas, desgraçadas. São um tempo com lugares, hábitos e rituais próprios, e paixões, dramas, tragédias e comédias que o «ócio» pode tornar diferentes ou ampliar. São espelho duma sociedade, é claro.
O filme mais antigo deste ciclo, Passeio ao campo de Renoir, começou a ser rodado em 1936, ano determinante na vida dos assalariados franceses: milhões de operários partiram pela primeira vez para as praias, sem perderem o salário dos 15 dias em que não trabalhavam. Vários filmes deste ciclo são dos anos 50. E, ao contrário do que tem acontecido com outros ciclos, não há nenhum do século XXI. Por alguma razão será.
Um ciclo dedicado sobretudo aos que (já) não têm férias e que as poderão ter aqui, olhando para as férias dos outros, uma noite por semana, ao ar livre, enquanto é verão.

Segunda-feira, 2 de Setembro, 21h30
Verão violento (1959, 100 min.)
de Valerio Zurlini
apresentação por Gabriel Bonito

Segunda-feira, 9 de Setembro, 21h30
Adieu Philippine
(1962, 121 min.)
de Jacques Rozier

Segunda-feira, 16 de Setembro, 21h30
O verão de Kikujiro (1999, 121 min.)
de Takeshi Kitano

Segunda-feira, 23 de Setembro, 21h30
Camping cosmos (1996, 88 min.)
de Jean Bucquoy

Segunda-feira, 30 de Setembro, 21h30
Sophia de Mello Breyner Andresen (1969, 19 min.)
de João César Monteiro
Passeio ao campo
(1936-1946, 50 min.)
de Jean Renoir

 

 

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