Que a passo lento, com a lentidão da vida, põe o coração
Na mão
A quem precisa, ávido!, do sopro no corpo ardente.
Despem-se as vestes, insinuando-se as vestais
Quando já rolam na arena os animais, espumando sabores
Da guerra que não é de matar, mas de raivas mortais.
Tocam tambores na tarde calma, é o sangue como lema
Sob o dossel do amor sem regras nem elípticos temores
Que a liberdade à solta é a força do poema.
(de “Hiperlíricas”)
Participou no movimento de “Poesia experimental”, designadamente na exposição “PO-EX: O Experimentalismo Português entre 1964-1984” (1999). Da sua obra poética, salienta-se: “A Face do Tempo” (1964), “Estórias de Coisas” (1971), “Aprendizagem do Corpo” (1983), “Poemografias” (1985), “Padrões” (1999), “Hiperlíricas” (2004).