Faz hoje 40 anos que foi dado o que se pode considerar como o pontapé de saída, a picadela no elefante adormecido, como o Carlos Camilo a classificou, na acção que nos levaria ao 25 de Abril de 1974.
Numa reunião clandestina no Monte Sobral, em Alcáçovas (Viana do Alentejo), nasceu o Movimento dos Capitães que, após ser crismado de Movimento dos Oficiais das Forças Armadas (MOFA), se transformou no Movimento das Forças Armadas (MFA).
Não é momento para recordarmos todo o processo, todos os avanços alcançados e todos os recuos, que nos trouxeram à actual situação, que leva muitos a pensar que “tanto trabalho, tantas canseiras, tantos riscos corridos, para nada!”
Não é essa a nossa opinião, pois consideramos que, apesar de tudo, valeu a pena!
Ao evocar o “início” de tudo – num país a sério, que assumisse o seu passado e os seus valores, o dia 9 de Setembro teria um outro significado nacional – quero apenas relembrar o artigo que fiz publicar no “Boletim do MFA”, quando do seu n.º 1, saído em 9 de Setembro de 1974.
Faço-o evocando os quinze participantes na reunião que já faleceram, nas pessoas de três deles que integraram a organização dessa reunião: António Marques Júnior, Carlos Camilo e João Bicho Beatriz.
Até sempre, camaradas!
Cordiais saudações
Vasco Lourenço
P.S. Relembro que, no próximo dia 14, estaremos em Alcáçovas, para aí evocar a gesta de há 40 anos.