ATRAVESSEI O DESERTO INFINITO – um poema de Adão Cruz carlosloures29 de Setembro de 201328 de Setembro de 2013Belas-artes., Literatura Navegação de artigos PreviousNext Atravessei o deserto infinito aqui e ali um oásis repousante Por cada terra que passei a ambivalência cresceu Virgem ou não deus ou demónio a tudo o corpo cedeu idêntico a si mesmo na espiral concêntrica do desejo Ao cimo de todas as escadas nada vi e para descer dentro de mim tive de pendurar meus passos nas descarnadas sílabas do silêncio da madrugada Fechei as feridas do mundo em versos secretos e fechados e rasguei-os mais tarde na feira perante o riso dos pobres No silêncio dos ruídos e das ruínas me escondi de metáforas democráticas me discursei Um dia cheguei ao rio que vai dar ao mar… Ainda me encontro a caminho do mar onde espero sentar-me na rocha húmida e fria vestida de algas e maresia olhar bem longe… e começar alguma vida nesse dia Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...
* Belo poema que nos remete para a decepo de discursos democrticos -Maria *