REVISITAR A SOCIEDADE PORTUGUESA PELA MÃO DE MARIA KEIL – SELOS, PUBLICIDADE, CARTAZES por clara castilho

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Para além do já abordado, de outras formas Maria Keil coloriu a nossa vida quotidiana.

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No texto de José Brandão no catálogo da Exposição  “De Propósito” podemos ler:

“Desde os anos 30 até muito tarde na sua vida, as diversas expressões do design gráfico foram uma constante presença na vida profissional de Maria Keil: anúncios, cartazes, capas de livros. Selos e sobretudo ilustrações foram permanente objecto da sua intervenção.

Para Maria Keil não há artes maiores nem menores, mas sim adequação dos meios à realidade necessária, num posicionamento que se destaca, no seu tempo, face aos defensores da “nobreza” da pintura ou da escultura.

De uma forma precursora,  a artista assume uma atitude de “inconsciente consciência” em relação ao processo de encarar o projecto: identificando o problema, equacionando a solução de acordo com a sua apropria maneira de se exprimir e adequando-a tecnicamente para obter os melhores resultados, dentro das condicionantes do suporte a que se destina”.

Quem se lembra do cartaz cor de laranja que nos anos 70 dava cor aos quartos, sobretudo das jovens adolescentes, acompanhado por um texto de  Maria Isabel César Anjo?

Na publicidade é muito conhecido o seu anúncios  às cintas de senhora, da marca Pompadour.

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Foi chamada a ilustrar em selos momentos da vida colectiva, como o Ano Internacional da Mulher em 1975, o X Congresso Internacional de Pediatria.  Quando se assinalou 5 séculos do azulejo em Portugal, ficou registado em selo parte do painel da R. Infante Santo.

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Fez cartazes, sendo dos mais conhecido, pelo significado político, em 1969, o da campanha da a CEUD – Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, formação política oposicionista que concorreu às eleições legislativas desse ano. Posteriormente para o Ano Internacional  da Criança em 1978, para a Associação Agostinho da Silva.

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Podemos ainda recordar  a capa do disco de Adriano Correia de Oliveira – “Que nunca mais”, cantor que nesse ano foi distinguido pela revista inglesa “Music week” como artista do ano.

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