CAIRO – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet
                                                               

No Cairo ficam embasbacados com o tamanho, a riqueza e o movimento da capital, viajantes de todo o Islão, desde os norte-africanos aos indianos, burburinho. O comércio das especiarias em trânsito de leste para oeste é o promotor da opulência. Afonso de Paiva observa:

– Gente dos quatro cantos do mundo e todos se entendem. Embora estilhaçada em milhentos dialetos, o árabe é língua comum a toda esta gente.

Pêro da Covilhã concorda:

– O árabe é para o Islão o que o latim já foi para a Cristandade.

E porque bem sabe do plano de D. João II, acrescenta:

– Um dia Lisboa vai ser assim, mas com mercadores e viajantes de toda a Cristandade…

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