No Cairo ficam embasbacados com o tamanho, a riqueza e o movimento da capital, viajantes de todo o Islão, desde os norte-africanos aos indianos, burburinho. O comércio das especiarias em trânsito de leste para oeste é o promotor da opulência. Afonso de Paiva observa:
– Gente dos quatro cantos do mundo e todos se entendem. Embora estilhaçada em milhentos dialetos, o árabe é língua comum a toda esta gente.
Pêro da Covilhã concorda:
– O árabe é para o Islão o que o latim já foi para a Cristandade.
E porque bem sabe do plano de D. João II, acrescenta:
– Um dia Lisboa vai ser assim, mas com mercadores e viajantes de toda a Cristandade…