A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
um tema muito interessante, mas que nos parece estar a ganhar contornos de futilidade e a ser mesmo objecto de especulação por parte dos agentes do livro tradicional. Umberto Eco disse há tempos numa entrevista o essencial sobre o assunto – o livro é uma invenção consolidada, tal como a roda. E só a invenção de outra forma mais eficaz de comunicação de ideias pode destronar o livro. Não são inovações tecnológicas de vida fugaz, dependentes de dispositivos de leitura perecíveis, que podem substituir a imprensa. Um livro impresso há quinhentos anos, pode ser lido hoje, desde que o leitor possua a bagagem cultural que lhe permita descodificar o texto. Daqui a cinco séculos haverá quem consiga extrair alguma informação de um Tablet, de um Kindle, de um iPad, ou mesmo de um CD ou DVD? Talvez, mas apenas se nessa altura os investigadores científicos conseguirem compreender a linguagem arrevezada dos manuais de utilização impressos em papel… Manuais conservados numa qualquer biblioteca tradicional.