POESIA AO AMANHECER – 307 – por Manuel Simões carlosloures28 de Outubro de 201327 de Outubro de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext J. CORDEIRO DA MATTA ( 1857 – 1894 ) NEGRA! Negra! negra! como a noite de uma horrível tempestade, mas linda, mimosa e bela como a mais gentil beldade! Negra! negra como a asa do corvo mais negro e escuro, mas tendo nos claros olhos o olhar mais límpido e puro! Negra! negra! como o ébano sedutora como Fedra, possuindo as celsas formas em que a boa graça medra! Negra! negra!… mas tão linda co’os seus dentes de marfim: que quando os lábios entreabre, não sei o que sinto em mim!… (de “Almanach de Lembranças” 1884) Negro, nasceu no norte de Angola. Neste poema o tema é ainda o da beleza da mulher africana, não obstante algumas contradições internas. São-lhe atribuídas muitas obras cujos manuscritos se perderam. Publicou “Delírios-Versos, 1875-1887” (1887). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...