MUSEU DO NEO-REALISMO – APRESENTAÇÃO DE “OS ALFERES” e “O VARANDIM” seguido de “OCASO EM CARVANGEL” – DIA 2 de NOVEMBRO, em VILA FRANCA DE XIRA

Mário de Carvalho

Os Alferes e o Varandim ...

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Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em Setembro de 1944. A infância passada no Alentejo rural e de duras condições de trabalho, a adolescência vivida numa Lisboa receosa e fechada ao mundo, a atitude política e cívica de seu pai, Domingos Martins Carvalho – que chegou a estar preso por se ter envolvido diretamente na campanha presidencial do General Humberto Delgado e que convivia e recebia em casa vários escritores neorrealistas -, constituem a moldura de vida do escritor e do cidadão, empenhado e interventivo. Mário de Carvalho, que participou ativamente nas lutas estudantis dos anos 60, chegou também a ser preso já depois de licenciado em Direito. Passa dois anos em Caxias e em Peniche.

Autor de uma vasta obra literária, de qualidade reconhecida e premiada, Mário de Carvalho foi o autor homenageado este ano em Penafiel, na edição 2013 da “Escritaria”.

Os Alferes

Sinopse

“Era uma vez um Alferes” e outras duas histórias sobre jovens oficiais do exército num ambiente militar de guerra ou ocupação colonial.

 

O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel

Sinopse

Um canhão assombrando uma cidade. Um patíbulo armando de noite. Um istmo que conduz a uma cratera. Uma diligência cercada por cães selvagens. Nuvens de grifos imundos sobre o mar. A batalha sangrenta dos pescadores. Uma galeria de anarquistas, mais nobres que plebeus. A casa de Madame Ricciarda. A casa de Madame Musette. Dois jesuítas. Um padre que toca violoncelo. Um navio que não chega mais. Uma opereta com ecos de tragédia. Sol, luz, névoa e lua. Oito mulheres, amores, duplos, triplos e quádruplos. De como a vida engana a morte. Ou o inverso. Porque há em gente pacata uma apetência de morte tão grande? Porque é que nunca se regressa daquela viagem? Porque é que aquele navio não chega? Porque é que aquele canhão jamais dispara?

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