POESIA AO AMANHECER – 310 – por Manuel Simões carlosloures31 de Outubro de 201330 de Outubro de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext MAURÍCIO GOMES ( 1920 – ? ) EXORTAÇÃO (fragmento) Ribeiro Couto e Manuel Bandeira, poetas do Brasil, do Brasil, nosso irmão, disseram: “ – É preciso criar a poesia brasileira, de versos quentes, fortes, como o Brasil, sem macaquear a literatura lusíada”. Angola grita pela minha voz, pedindo a seus filhos nova poesia! Deixemos moldes arcaicos, ponhamos de lado, corajosamente, suaves endeixas, brandas queixas, e cantemos a nossa terra e toda a sua beleza. Angola, grande promessa do futuro, forte realidade do presente, inspira novas ideias, encerra ricos motivos. É preciso inventar a poesia de Angola! […] Uma poesia nossa, nossa, nossa! -cântico, reza, salmo, sinfonia, que uma vez cantada, rezada, escutada, faça toda a gente sentir faça toda a gente dizer: – É poesia de Angola! (de “Antologia de poesias angolanas”) Talvez de maneira incipiente, por volta de 1950, revelou-se poeta influente na criação de uma autêntica poesia angolana. Foi incluído em várias antologias, entre as quais na “Antologia de poesias angolanas” (1958). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading…