EXPLORAÇÃO TROPICAL – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

 

– A pedido do governo brasileiro, em 1913 Cândido Rondon organiza a expedição do ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt ao Amazonas. Partem da fronteira com o Paraguai e, ao fim de dois anos, alcançam Belém do Pará. Rondon aproveita para inscrever no mapa do Brasil um rio com mais de mil quilómetros e curso misterioso, até lhe chamavam o rio da Dúvida. Roosevelt é o novo nome que Rondon lhe dá. Durante a jornada várias vezes tem que se impor para que os americanos obedeçam às suas normas de aproximação aos índios.

– O que é que os americanos pretendiam? Tiroteio à far west?

– Mais ou menos isso… Mais tarde Roosevelt acaba por reconhecer a justeza das posições de Rondon e declara: “A América pode apresentar ao mundo duas realizações ciclópicas: ao norte, o canal do Panamá; ao sul, o trabalho de Rondon – científico, prático, humanitário.”

– Até que enfim, o reconhecimento internacional…

– Houve mais: em 1914 a Sociedade de Geografia de Nova Iorque concede a Rondon o Prémio Livingstone, por ser o explorador que mais se adentrara em terras tropicais. Em 1913, já o Congresso das Raças, reunido em Londres, aplaudira com entusiasmo a obra de Rondon, apontando-a como exemplo a ser seguido “para honra da civilização universal”.

 

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