Centenário do nascimento de Raúl Rêgo assinalado com reedição da História da República – por Inês Figueiras

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O jornalista e ensaísta Raúl Rêgo (1913-2002) foi uma figura de grande relevância na vida política portuguesa, quer como lutador antifascista durante a ditadura do Estado Novo, quer como militante socialista no pós-25 de Abril de 1974. No centenário do seu nascimento, a Âncora Editora reedita o primeiro de cinco volumes de uma das suas mais emblemáticas obras, História da República. O lançamento decorre hoje, 5 de Dezembro, pelas 18:00 horas, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, em Lisboa, com apresentação do professor e argonauta Fernando Pereira Marques. Inês Figueiras diz-nos de forma sucinta quais as características dominantes desta obra e traça-nos uma breve bio-bibliografia do autor.

 A História da República constitui um rigoroso trabalho de investigação histórica que, entre 1986-87, altura da primeira publicação, prestou justiça aos homens que construíram a República, como nunca antes tinha sido feita, repondo a verdade dos factos e lançando luz sobre os movimentos que, a coberto da liberdade e da democracia, evoluíram até ao 28 de Maio de 1926 e levaram ao nascimento do Estado Novo.

 O primeiro volume, que inclui o prefácio original de Mário Soares, na época Presidente da República, tem como subtítulo «A Ideia e a Propaganda».

 Após a sessão, está prevista uma visita guiada à exposição «Raul Rêgo – A vida num percurso na cidade…», pelo comissário Álvaro Matos. A mostra, organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, está patente na Galeria dos Paços do Concelho até 31 de Dezembro.

 Figura de grande relevância para a consolidação da democracia, Raúl Rêgo nasceu em Morais, Macedo de Cavaleiros, a 15 de Abril de 1913, falecendo em Lisboa a 1 de Fevereiro de 2002.

 Formado em Teologia, não chegou a ordenar-se padre. Depois de uma curta passagem pelo ensino, entrou para o jornalismo: Seara Nova, Reuters, Jornal do Comércio, Diário de Lisboa, República, A Luta (estes dois últimos como director), entre outras colaborações.

 Dirigiu os Serviços de Imprensa das campanhas de Norton de Matos e Humberto Delgado e foi candidato a deputado pela oposição, em 1965 e 1969.

 Fundador do Partido Socialista. Depois da revolução do 25 de Abril, foi Ministro da Comunicação Social, deputado às Constituintes e deputado à Assembleia da República, em várias legislaturas.

 Maçon, foi Soberano Grande Comendador e Grão-Mestre, do Grande Oriente Lusitano.

 Da sua bibliografia, constam publicações no campo da política, da bibliofilia, da Inquisição e da República, como: Para um Diálogo com o Sr. Cardeal Patriarca (1969, que lhe valeu a terceira prisão), Diário Político (1969), Os Políticos e o Poder Económico (1969), O Processo de Damião de Goes na Inquisição (1971), O Último Regimento da Inquisição Portuguesa (1971), Os Índices Expurgatórios e a Cultura Portuguesa (1982) e O Último Regimento e o Regimento da Economia de Goa (1983).

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