A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Quando me sentei com Emma no lugar de Santelmo, passaram no sentido contrário vários caminhantes. Exprimiam-se numa língua quase sem conotação regional, para eles seria decerto galego, para mim era português… Tratava-se – é claro – de um grupo de citadinos com formação universitária; sinto em contrapartida alguma dificuldade na compreensão dos camponeses galegos, mas também o português popular de Castro Verde – aqui ao pé de mim – não me parece dos mais fáceis. A barreira que realmente me separa do galego é a leitura; a ortografia isolou-o das outras variantes da língua. Fechou-o em casa.