EDITORIAL: NEM UM MINUTO NOS CALAREMOS!

Imagem2De tempos a tempos, este espaço diário de colóquio com os visitantes, geralmente voltado para o exterior, para a actualidade política, económica, social, do País e do mundo, de tempos a tempos, dizíamos, esta reflexão quotidiana incide sobre o próprio blogue, sobre esta Argos que navega pela blogosfera em busca de um velo de ouro configurado por valores tais como a Democracia e a Justiça social – valores que supostamente foram conquistados há quarenta anos, naquela alvorada de Abril de 1974.

O velho edifício de um estado corporativo e eivado de um fascismo serôdio, foi destruído pelo MFA. Porém, no terreno baldio a que a demolição deu lugar, não fomos capazes de edificar um Estado verdadeiramente democrático. As ratazanas rapidamente tomaram conta do espaço – diversas estirpes de ratazanas – algumas vindas dos ninhos salazaristas, outras herdeiras dos demagogos que destruíram a Primeira República – os primeiros, querendo manter ou recuperar privilégios, mudando apenas nomenclaturas e os segundos, autodenominados «antifascistas», gente que chama Democracia aos direitos de livre expressão e de associação e se esquece de que a liberdade de expressão e o direito de associação não alimentam estômagos, não dão abrigo nem curam enfermidades. Quem não tem direito a comer, à habitação, aos cuidados de saúde, à educação, não é livre – o direito de conclamar a injustiça de que é alvo, não o liberta.

Neste blogue têm lugar todos os que defendem a Democracia e a Justiça, independentemente da via que preconizem para atingir esse desiderato. Não queremos formar um partido, não definimos uma linha ideológica. Somos um fórum onde cada um pode proclamar a rota para atingir o objectivo. Não somos um fim, somos um meio, não somos um alvo, mas apenas uma seta.

Não guardaremos minutos de silêncio pela Liberdade que nos roubaram. Parafraseando o poeta timorense Fernando Sylvan, dizemos – nem um minuto nos calaremos! Cada um com a sua voz e com a sua verdade, protestaremos contra os bandos de vorazes ratazanas que lutam entre si, mas sempre contra nós – pois é o nosso sangue que disputam.

Nem um minuto nos calaremos!

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