E o homem dormente chora, aos seus pés o sol da tarde
Tece a morte e a árvore nua não dá fruto nem repouso.
(…)
Exaltar o aroma, gabar o gesto, medir a ira
Nem ostentar o esplendor dos teus cumes me proponho
Nem referir os indícios que te fazem faustoso cortejo
Em mim não há memória deixada pelos teus bosques
Nem nos olhos o teu sal (senão o sal que sonhei).
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(de “Le Sel Noir”, versão de MS.)
Poeta e romancista da Martinica, de expressão francesa. Estudou em Paris. A sua poesia retoma as premissas do poema “épico popular” com ritmos da sua língua nativa, sem esquecer os clássicos da literatura de adopção. Esta composição faz parte de “Le Sel Noir” (1960), que assume o valor de sal novo, “o sabor revelado”. Da sua extensa obra poética: “La Terre inquiètée” (1955), “Poétique de la Relation” (1990), “Le monde incréé” (2000).