Lá, onde chega, JESUS SEGUNDO JOÃO faz das dele – por Mário de Oliveira

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Logo no primeiro post desta rubrica o dissemos – “não somos isentos na escolha dos textos para Livro & Livros, pois daremos sempre prioridade a obras de argonautas e de amigos do nosso blogue”. Mário de Oliveira, presbítero do Porto e argonauta, tem hoje a palavra e usa-a para nos falar da forma como o seu mais recente livro foi recebido em vários pontos do País.

FOI ASSIM EM LEIRIA, ALHOS VEDROS, LISBOA E PAREDES DE VIADORES

O meu novo Livro, JESUS SEGUNDO JOÃO, está a fazer-me andar pelo país. Ele quer/tem que chegar às pessoas. E se as pessoas não vêm ao Livro, vai o Livro às pessoas. E, com ele, o seu autor, para o testemunhar com o seu próprio ser-viver presbiteral entre as pessoas e com elas, não nos templos nem nos ritos religiosos. JESUS SEGUNDO JOÃO nasceu e veio ao mundo para marcar positivamente este nosso terceiro milénio. Ou o marca positivamente, ou o terceiro milénio simplesmente não será! Não! Não é um exagero meu de linguagem. É a realidade nua e crua. Sem mais disfarces ideológicos /teológicos. Depois de dois milénios de cristianismo, este tipo de mundo e de civilização não tem amanhã. Porque é um tipo de mundo e de civilização inspirado no evangelho de S. Paulo, quando, para ter amanhã, tem de ser inspirado no Evangelho de Jesus. E quem diz Evangelho, diz Projecto político de sociedade, com tudo de boa notícia para as populações. Enquanto o evangelho de S. Paulo tem no seu bojo um projecto de Poder político sobre a sociedade, para cúmulo, Poder político vencedor e que não é vencido por nenhum outro, e a sociedade que ele inspira é uma má notícia para as populações, inclusive, para as próprias minorias privilegiadas, o Evangelho de Jesus tem no seu bojo um Projecto político de sociedade que dispensa e até recusa liminarmente o Poder e seus agentes. Pelo que toda a sua aposta passa pelos seres humanos e pelos povos, maieuticamente religados uns aos outros, e a desenvolverem-se de dentro para fora, até serem sujeitos e senhores dos seus próprios destinos, segundo o princípio feminino, de cada um, segundo as suas capacidades, a cada um, segundo as suas necessidades, sempre ao modo dos vasos comunicantes.

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E por ser assim, em meados deste mês de Fevereiro, andei com JESUS SEGUNDO JOÃO por terras de Leiria, Alhos Vedros, Lisboa e Paredes de Viadores. Terras e pessoas muito diferentes entre si e distantes geograficamente, mas com o mesmo denominador comum: fome, muita fome de JESUS SEGUNDO JOÃO. É que nunca, ao longo destes dois milénios de cristianismo, nos foi apresentado Jesus e o seu Projecto político, como este Livro, finalmente, no-los apresenta. Quem ainda desconhece o Livro, nem lhe passa pela cabeça a Boa Notícia que ele contém e dá a conhecer a quem se dispuser a adquiri-lo e a ler-escutar-estudar-debater cada um dos seus 21 capítulos e respectivas Anotações. Ao longo destes dois milénios de cristianismo, Jesus sempre nos foi apresentado como o fundador de uma nova religião e ligado ao mundo do religioso-eclesiástico. E não, como sempre nos deveria ter sido apresentado, ligado ao mundo da Política praticada. Sempre nos foi dito que Jesus e Cristo são sinónimos, quando, na verdade, são antónimos. Pelo que estes dois milénios de cristianismo são dois milénios de mentira que JESUS SEGUNDO JOÃO vem desmascarar e tirar-lhe o chão onde se tem apoiado. Porque o terceiro milénio é jesuânico, ou simplesmente não será. Basta de cristão, de cristianismo. Basta de mentira e de hipocrisia. Basta de Poder. O Poder sempre mente e mata, porque é mentiroso e assassino, por natureza. Do Poder, nunca vem salvação/saúde para a sociedade e os povos. Do Poder, sempre vem a barbárie, a selva, a descriação, a destruição da vida e das condições objectivas que a proporcionam.

Em Leiria, houve duas sessões de apresentação. Uma, ao Jornal de Leiria, através duma longa entrevista, já divulgada na sua edição semanal de 20 de Fevereiro 2014. São duas páginas, 8 e 9, com chamada à primeira página. A outra, na Livraria ARQUIVO. As pessoas presentes na Livraria e na Sessão – uma delas deslocou-se propositadamente de Águeda! – cuidavam de me “comer” e ao meu testemunhar JESUS SEGUNDO JOÃO. No final, aproximaram-se de mim e deram largas à sua alegria e à sua dor. À sua alegria, porque viam, finalmente, confirmadas as suas muitas intuições de que as coisas não podem ser como o cristianismo e suas igrejas cristãs sempre nos têm catequizado ao longo dos dois últimos milénios. E à sua dor, porque depois de dois milénios de tanta mentira, o tipo de mundo e de civilização que temos não é um tipo de mundo e de civilização que se apresente. É selvajaria, a mais obscena. É inumanidade estrutural e institucional. É tortura. É corrupção sobre corrupção. Vi e escutei as pessoas com os meus sentidos e com a minha mente cordial. E sei que nunca mais serão as mesmas. Depois da Sessão e depois de comerem/digerirem JESUS SEGUNDO JOÃO, que, felizmente, fizeram questão de levar com elas para suas casas.

O mesmo aconteceu, nos dias seguintes, em Alhos Vedros e em Lisboa, respectivamente, na Casa Amarela / Escola Aberta Agostinho da Silva, e na Espiral. Ninguém arredou pé, enquanto as horas se passavam. Houve olhos arregalados de espanto. A princípio, as pessoas que me ouviam testemunhar JESUS SEGUNDO JOÃO, pela primeira vez, estranhavam o que lhes estava a ser dito, mas depressa o que lhes estava a ser dito entranhava-se nelas. No final, ninguém queria ir-se embora. E foram muitos os abraços e os beijos. E quanta felicidade e luz nos olhos de cada uma das pessoas! E que dizer do acontecido, na noite de sexta-feira, 21 de Fevereiro, em Paredes de Viadores no Café Estrela?! O espaço foi pequeno para tanta gente que queria ver, escutar, tocar e comunicar comigo. O facto de eu ter sido lá pároco, durante 14 meses, em 1968-1969, explica em parte todo este entusiasmo. Mas, à medida que a Sessão se desenrolava, as pessoas arregalavam os olhos e acenavam com as cabeças em sinal de adesão à Boa Notícia que nunca mais lhes havia sido dita, depois que o Administrador Apostólico da Diocese me deu 24 horas para deixar compulsivamente a paróquia. Já então, naqueles inesquecíveis 14 meses, era Jesus e o seu Deus Abba-Mãe que estavam a passar por Paredes de Viadores, mai-lo seu Evangelho, não o de S. Paulo. Só que agora, com JESUS SEGUNDO JOÃO, este mesmo Evangelho apresenta-se muito mais amadurecido, desenvolvido e de todo irrefutável. Ninguém pode dizer que não é assim, mesmo que, ao admitir que é assim, as igrejas cristãs tenham de desaparecer e este tipo de mundo e de civilização, nascido do cristianismo, tenha de implodir, para dar lugar a um tipo de mundo e de civilização, ao gosto e ao jeito de Deus Abba-Mãe, de Jesus e nosso.

A hora que vivemos é de novo começo. Com JESUS SEGUNDO JOÃO, nas suas vidas, os seres humanos e os povos deixarão de ser cristãos, para serem humanos, simplesmente. Bem ao jeito de Jesus. E é como humanos, não como cristãos, que nos salvaremos e salvaremos o mundo. Nascerá, por isso, um tipo de mundo e de civilização, fundado no princípio feminino, de cada um segundo as suas capacidades, e a cada um segundo as suas necessidades, e não mais, como até aqui, no princípio masculino, o do Poder de um, ou de poucos, sobre todos os demais e que, lá, onde se mantiver activo, mente, rouba, oprime e mata as populações e os povos. Com o maior dos sadismos!

Urge, pois, passarmos do mítico Cristo, para Jesus, o da história. Do cristão, para o Humano. Do Poder para a Política praticada. Do cristianismo para a humanidade. Deixarmos de ser cristãos, para sermos humanos, vasos comunicantes uns com os outros, com Deus Abba-Mãe que nunca ninguém viu, a habitarmos mais íntimo a nós que nós próprios. Corramos a adquirir JESUS SEGUNDO JOÃO. Estudemo-lo, conversemo-lo, pratiquemo-lo. Porque o terceiro milénio é jesuânico, ou simplesmente não será! (NE. Se não encontrarem o Livro, eu próprio poderei enviá-lo pelo correio. À CONFIANÇA. Façam-me chegar por msg privada o vosso endereço postal. O pagamento será feito depois por transferência bancária para a conta da Assoc. AS FORMIGAS DE MACIEIRA, a favor da qual revertem os meus direitos de Autor). www.jornalfraternizar.pt.vu

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