Novas Viagens na Minha Terra – Série II – Capítulo 200 – por Manuela Degerine

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Conclusão

 O Caminho de Santiago tem sido a estrutura espacial e temporal das minhas observações mas, por “Novas Viagens na Minha Terra” ter uma forma aberta, seria agora fácil prosseguir esta “Série II”… Ainda hei de – espero – caminhar muitas centenas de quilómetros em Portugal e na Galiza; é provável que narre algumas dessas caminhadas. Hei de continuar a ler, a ver, a ouvir, a provar, a sentir, a pensar, a conviver quando estou em Portugal; é certo que alguns destes confrontos, ideias, sensações se transformarão em textos, porquanto a escrita é a minha maneira de aprofundar a vida.

A “Série II” contém as peregrinações até à chegada a Muxia e, nos intervalos das caminhadas, a experiência portuguesa que me pareceu mais relevante. Sabemos agora que vai de 13 de julho de 2010 (quando voltei com Maryvonne ao percurso entre Santarém e Caxarias) a 19 de abril de 2013 (quando parto de Muxia). Pelo meio ficam duzentos capítulos sobre a minha terra, do Serviço Nacional de Saúde às profissionais na Rua do Benformoso, das pulgas lisboetas às Jornadas do Património, da paixão pela rádio ao acordo ortográfico, aqui deixo reflexões sobre os nomes, o excesso, as traduções, os brasileiros, o envelhecimento, o ensino das línguas, os percursos urbanos, um jardim chinês, diversas leituras, de Orlando da Costa a Mário Dionísio, passando por Carlos Loures, aqui narro aventuras em Lisboa (na companhia do meu amigo António Teixeira) ou na Praia do Pedrógão (na companhia da minha amiga Ana Mafalda)… Muitas caminhadas. Diversos retornos. Por desejar rever partes do Caminho de Santiago que mais me agradaram ou por, na variante de Santarém a Tomar, o calor desmanchar o prazer da primeira passagem… E foram precisas três viagens – em anos sucessivos – para eu conseguir percorrer com gosto o caminho do Porto a Muxia.

A publicação n’A Viagem dos Argonautas prolongou-se de outubro de 2011 a fevereiro de 2014. Resta-me agradecer aos leitores que, durante mais de dois anos, foram acompanhando estas peregrinações. Alguns comunicaram comigo, enviaram protestos, impaciências, encorajamentos… Que pesam na balança ou darão impulso a futuras caminhadas (e futuros textos).

Escreverei a terceira série de “Novas Viagens na Minha Terra” caso venha a percorrer o Caminho de Santiago a partir de Faro. Por enquanto ignoro se está sinalizado e sobretudo se em cada etapa, isto é, de trinta em trinta quilómetros, existem albergues de peregrinos. As associações dos Caminhos de Santiago não dispõem de dados sobre esta parte da Via Portuguesa porém, como tal realidade se encontra em fase de mudança, caso algum leitor obtenha informações recentes, peço que mas comunique:

manuela.degerine@wanadoo.fr

Fica marcado o encontro para a leitura destas peregrinações que talvez se tornem realidade dentro de um prazo não muito longo. E até lá… Prosseguiremos – é certo –  A Viagem dos Argonautas por outros textos e aventuras.

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