Ontem, às 22 horas, acabámos de publicar um texto notabilíssimo, intitulado no original Le Néolibéralisme Laminoir: Le fossoyeur des identités et des spiritualités, que publicámos sob a designação O Neoliberalismo como Máquina de Destruição. A selecção foi do argonauta Júlio Marques Mota, e o autor, Chems Eddine Chitour, é professor de termodinâmica na Escola Politécnica de Argel, autor de publicações científicas, e um ensaísta preocupado com os problemas do seu povo, e do mundo em geral, tendo escrito sobre a história do seu país, a mundialização, a emigração, e os problemas do Islão, procurando explicar as mutações que têm ocorrido e que nos afectam a todos. Vejam o seu blogue Chitour em:
http://chemseddine.over-blog.com/ e também:
http://www.tolerance.ca/Rubrique.aspx?ID=128&L=fr
Chitour mostra-nos como o neoliberalismo, ou a religião do mercado, actuam, procurando desorganizar tudo o que se opõe aos seus grandes objectivos. Cita Pierre Bourdieu, quando assinalou que estes eram essencialmente a destruição das estruturas colectivas, a constituição de um exército de reserva de trabalho frágil e ultra-dócil, sempre ameaçado pela precariedade e pelo desemprego, e a promoção de uma nova ordem fundada no culto do indivíduo sozinho, mas “livre”.
Esta síntese dá-nos a essência do que tem sido a actuação do neoliberalismo nos últimos tempos. A implantação da instabilidade em vastas zonas do mundo serve estes objectivos. A forte influência nos meios de comunicação social, cada vez mais controlados pela grande finança, permite manipular a opinião pública, virando-a contra os governos que não seguem na íntegra as suas directrizes, procurando que os povos aceitem directrizes que não os servem, antes os prejudicam, como são as conducentes à destruição daquilo a que se convencionou chamar o estado social, e adiram acriticamente à formatação das culturas e mesmo a reescrita da história.

