POESIA AO AMANHECER – 405 – por Manuel Simões carlosloures19 de Março de 201418 de Março de 2014Geral, Literatura Navegação de artigos PreviousNext RUI DUARTE RODRIGUES ( 1951 ) FAJÃ DO TEMPO Ilhas com suas chaminés fumegando vapores de angústia Escrevo-te ao entardecer à luz do petróleo de outros tempos. Mistura-se o cheiro da humidade da horta das faias da bosta e o de um guisado – favas novas com linguiça Tardes de queda amortecida Parece lento o queimar da torcida do tempo. Ponho de lado óculos, livro, cansaço. Deixo-me adormecer na cadeira de pau, junto ao fogo da cozinha O quintal não cai no abismo por um nada Carrega ainda a figueira tingida de poentes sobre um oceano de silêncios (da antologia “Nove Rumores do Mar”) Poeta e activista cultural nos jornais, rádio e teatro. Obra poética: “Os meninos morrem dentro dos homens” (1970), “Com segredos e silêncios” (1994). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading…
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