A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
de Carlos Loures e de Máximo Lisboa (no segundo número Sena Camacho associou-se ao duo). O texto de abertura do primeiro número é de Mário Cesariny (“Mensagem e Ilusão do Acontecimento Surrealista”, pp. 1-2); a importância do texto dá destaque à revista no quadro dum surrealismo quase sem revistas. O nome Pirâmide foi sugerido – informação de Carlos Loures em depoimento recente (v. Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa, 1999, p. 361-62) – por Mário Cesariny. Nenhum espanto, conhecendo os versos finais do Discurso sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952), em que o poeta mago afirma, peremptório, sim meu amor a pirâmide existe. O verso – ou versos, porque todo o final do poema vai por aí – está no “Poema podendo servir de Posfácio”, dedicado (na primeira edição do Discurso) a Eduardo de Oliveira (filho do médico Vasco de Oliveira), a mão que levou Mário Cesariny, pela primeira vez, em 1950, à casa de Pascoaes.