A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Quantas vezes nos acontece, sobre a manhã, prolongarmos, meio despertos, o sonho interrompido. Há quarenta anos, por estes dias, vivíamos o fim de um pesadelo. Ou melhor, vivíamos aquilo que semanas depois julgámos ter sido o fim de um pesadelo. Hoje, a escassas três semanas de comemorarmos o 40º aniversário, estamos (uma grande parte dos portugueses, está) a viver um novo pesadelo. A Nação, no seu conjunto, vai celebrar a data. Uma data que não significa o mesmo para todos. E não devemos deixar que o pareça.
*Estamos .na verdade ,numa encruzilhada com dois “Sinais ” :Democracia e antidemocracia -Que bomba !*
*Será que por isso ,este 25 de Abril irá ser fetejado na Guarda?Cidadezinha lá atrás dosol posto .Os abutres do poder pensam que pelo facto da Guarda se situar no norte transmontano ,não há “fome”,”desemprego” ,”miséria”,?Maria *
Com a maior consideração pelo comentário da Maria, permito-me corrigir que a cidade da Guarda é, em simultâneo a mais alta do país e da Beira Alta.Desconheço os motivos que a elegeram, para as comemorações do 25 de Abril , neste ano, mas não conheço qualquer ligação especial com os acontecimentos que há quarenta anos, foram vividos pelos actores e espectadores activos do dia da libertação de um futuro encarcerado.A justificação que encontro é, apenas ,a da vã tentativa, dos poderes instituídos de esvaziarem, as praças e avenidas das autênticas comemorações populares e da utilização política da data, aprisionada pelas instituições, partidos da maioria e governo, para a próxima agenda eleitoral .