A escola é castradora – por Octopus

Longe vão os tempos em que os “ginásios” era as escolas gregas onde se ensinava a prática dos exercícios físico em conjunto com outras matérias cerebrais como a filosofia e ciências que no seu conjunto deveriam desenvolver as habilidades física, intelectuais e da alma.

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A escola deveria fabricar cidadãos esclarecidos, era esse o objectivo que mais tarde foi deturpado pela educação em massa. Os princípios socialistas, no pós-revolução industrial, sempre tiveram como objectivo a massificação do ensino com a “desculpa” de que todos deveriam ter acesso a uma educação mínima para serem intervenientes.

Este conceito básico não está errado, o problema é que as classes dirigentes viram nessa reenvindicação uma oportunidade de, não só nivelar por baixo, como também de instrumentalizar as mentes das tenras crianças com o objectivo de lhes fornecer apenas o que queriam que fosse fornecido: manter uma certa ignorância disfarçada de “educação”.

Foi assim que as escolas públicas se tornaram no cavalo de batalha no século XX. Intocáveis, mas também estáticas em relação ao desenvolvimento intelectual das crianças. Existiam programas judiciosamente elaborados para serem cumpridos e os que por ventura saiam desse esquema são rapidamente integrados no rebanho geral.

 

 

 

A escola tornou-se assim num meio elaborado pelas elites que não querem que a plebe aceda ao conhecimento. Tudo o que não é feito por formulas decoradas, todos os dogmas ensinados e inquestionáveis, todos os pressupostos que devem ser encarados como verdadeiros, são proscritos.

Estes pressupostos castram a realização pessoal e a curiosidade, deixa de haver desenvolvimento pessoal. As teoria aprendida e tantas vezes tidas como verdade não deixam lugar para qualquer evolução. O ensino está estagnado. No meio de tanta tecnologia o aluno é um robô dócil.

 

A escola é castrante em relação ao desenvolvimento humano, “castigando” os que pensam de forma diferente, impedindo que um qualquer aluno se destaque pelo seu pensamento e fazendo que depressa se rebaixe à mediania e integre o lote amorfo e uniformizado do poder vigente.

 

Nos anos 60 houve uma certa rebeldia. O filme “Jonas qui aura 25 ans en l’an 2000” é exemplo disse, nele uma comunidade composta por membros fora do “esquema” decidiram não enviar os seu filhos para a escola, mas sim ensinar-lhes pessoalmente além das matérias científicas e culturais, uma liberdade de verem as coisas de uma maneira diferente e de florescer.

Hoje em dia, a educação e a escola estão presas numa rede de interesses mais ou menos controlada, onde o aluno desmotivado se confronta com professores formatados para debitar matéria pre-estabelecida.

Os professores já não são os que ensinam e aprendem com os seus alunos, como no tempo de Sócrates em que o dialogo e a aprentissagem eram fonte de conhecimento: “Enganas-te, se pensas que te refuto por outra qualquer razão que não seja a de me examinar a mim próprio , por temer deixar escapar qualquer coisa que julgue saber, sem o saber”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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1 Comment

  1. Quando se não distinguiu entre instrução e educação,quando só se preparam e as pessoas para uma profissão e mal…, quando não se considera que todas as crianças têm capacidade para se interessarem por tudo, têm vontade de saber e de perguntar coisas…. quando ir para a escola, é ver as perguntas abafadas… Porque perguntar não é conveniente em sociedade e as crianças começam a aprender aquelas respostas que são convenientes para nela viverem sem grandes atropelos, tomam muito cuidado com aquilo que perguntam e procuram aplicar a resposta certa para ao outro, a resposta esperada que já sabem certa. Assim, educam-se os meninos para responderem às perguntas que já têm resposta, quando o ideal seria estarem prontos para responderem às perguntas que nunca se fizeram. Ai, estou a pensar em professores concretos que ficariam bem enrascados! Não tiveram a mínima preparação para esta escola que gostaríamos.

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