LUÍS VIVEIROS
( 1953 )
QUASE ELEGIA
A chuva voltou,
tímida,
fragilmente feminina,
como se receasse
a ferida de alguma rosa
ou evitasse interromper
a doçura do voo
com a ânsia de verde luz.
Brusco,
o crepúsculo exalou
todo o sangue,
até a escuridão
ser apenas uma carícia
quase imperceptível.
Assim eu amo
a melancolia.
(de “Poetas Contemporâneos da Ilha da Madeira”)
Poeta, colaborou na revista “Margem”. Está representado nas antologias “O Natal na Voz dos Poetas Madeirenses” (1989), “Poet’Arte ‘90” (1990), “Ilha 3” (1991), “Ilha 4” (1994). Obra poética: “Primeiras Angústias” (1982), “Poeira dos Dias” (1998).

