DEBATE SOBRE “O DECLÍNIO DO CAPITALISMO” – organizado por REVISTA RUBRA – HOJE, 20 de MAIO, às 19.00 – LIVRARIA LER DEVAGAR – por Clara Castilho

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O site http://www.revistarubra.org organiza, no dia 20 de Maio, um debate, na Livraria Ler Devagar, pelas 19 h, um debate sobre “O declínio do capitalismo”.

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Nele participarão Raquel Varela (investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa), Hillel H. Ticktin (foi professor de estudos marxistas na Universidade de Glasgow até a sua reforma em 2002) e Renato Guedes (Membro do Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa [CADPP], da revista Rubra e investigador do Centro de Física Teórica e Computacional da Universidade de Lisboa).

A Revista Rubra apresenta-se desta forma: “nasceu no dia 25 de Abril de 2008, o dia em que se celebra o aniversário da revolução portuguesa. Paul Valéry, o poeta francês, dizia que «a política é a arte de impedir que as pessoas se metam naquilo que lhes diz respeito». Uma revolução é exactamente o contrário, é esse extraordinário momento em que as pessoas decidem tomar a vida nas suas próprias mãos: onde e como vão trabalhar, onde vão viver, em que escolas os seu filhos estudarão… Milhares, milhões de pessoas que vivem do seu trabalho e que durante anos, às vezes décadas, aceitam que tudo seja decidido pelos outros, passam, de um momento para o outro, a decidir eles próprios. Um parto difícil mas belo. Sebastião Salgado disse a Sérgio Tréffaut, no filme Um Outro País, que a maior diferença entre o Portugal de antes e depois de Abril era a… felicidade das pessoas!

A Rubra é uma revista e um colectivo militante que vive da venda da revista e das quotas dos seus membros. A Rubra procura ser um instrumento de luta contra o capitalismo e por isso é na contradição capital-trabalho que encontramos a chave das vitórias sociais. A Rubra é feita por trabalhadores e estudantes e intelectuais. Não é uma revista «estratosférica», de temas que ninguém percebe, escrita por gente que ninguém entende. A clareza é uma exigência nossa. Aprofundamos os temas porque, como dizia Rosa Luxemburgo, «a ignorância da teoria é a mãe do oportunismo». Mas procuramos sempre fazê-lo de modo claro. A Rubra não é uma revista de «alta política», em que só a política pura e dura é que conta – na Rubra não há assuntos tabu e todos os assuntos da vida do nosso povo são para nós importantes.

A Rubra é um instrumento de emancipação. É a revista de um colectivo que quer crescer para ajudar a transformar o País e o Mundo. Não somos utópicos, nem fantasistas. Para nós, utopia é supor que a sociedade humana pode continuar assente no lucro e na opressão. Ou julgar que se pode pôr fim à guerra, a 950 milhões de pessoas famintas, a milhões de desempregados, reformando o capitalismo. E pur si muove, dizemos, com Galileu, a todos os defensores do imobilismo. Ela, a Terra, move-se, apesar dos velhos e dos novos inquisidores. Contra a propaganda liberal, levamos na bagagem Marx e os marxistas e todos aqueles «que por obras valorosas», na teoria ou na prática revolucionária, «se vão da lei da morte libertando». Culpar o marxismo pela degenerescência soviética é o mesmo que culpar Darwin pelo nazismo, ou Einstein pela bomba atómica. O socialismo permanece um projecto necessário, um projecto de igualdade, de liberdade, para o qual queremos contribuir”.

Nela escrevem Raquel Varela (investigadora do Instituto de História Contemporânea da Univ. Nova de Lisboa), Marcelo Badaró (professor de história do Brasil na Universidade .Federal Fluminense), José Martins (economista,  professor da UFSC), Tiago Sousa ( músico), Isabel do Carmo (medica endocrinologista) e Ricardo Antunes – (professor de sociologia na UNICAMP- Brasil).

 

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