EDITORIAL – O AQUECIMENTO GLOBAL – O FUTURO INCERTO.

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Nos últimos anos, a propósito da crise financeira, têm sido lançados alertas, oriundos de diferentes quadrantes, sobre o risco de certos comportamentos que integram a vida das sociedades mais desenvolvidas poderem vir a pôr em causa o futuro dos nossos filhos e netos. Como tal tem sido preconizado introduzir restrições muito importantes em vários aspectos da nossa vida. É o caso das políticas chamadas de consolidação orçamental, que preconizam a redução dos gastos públicos, com relevo para os que se destinam ao que se convencionou chamar de estado social. Têm sido preconizadas políticas relativas a outros aspectos essenciais da vida das sociedades humanas, mas parecem reunir menos consenso ao nível dos vários poderes mundiais. É o caso das que dizem respeito à prevenção dos efeitos das alterações climáticas.

É verdade que têm sido feitas muitas chamadas de atenção para esta matéria. As alterações climáticas têm sido referidas em muitas instâncias como uma matéria prioritária. Contudo parecem faltar, a todos os níveis, políticas consistentes que previnam os seus efeitos. Há que ter em conta que, cada vez mais, se tem concluído que a acção humana tem grandes responsabilidades neste capítulo, nomeadamente devido às emissões de dióxido de carbono. Recomendam-se a propósito as leituras dos artigos que podem ser acedidos nos links abaixo indicados:

http://www.motherjones.com/environment/2014/05/climate-change-weapon-mass-destruction

http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/may/17/climate-change-antarctica-glaciers-melting-global-warming-nasa

http://www.nytimes.com/2014/05/13/science/earth/collapse-of-parts-of-west-antarctica-ice-sheet-has-begun-scientists-say.html

Acontece que um dos elementos mais significativos das alterações climáticas parece ser cada vez mais a subida do nível médio das temperaturas, o que explicará a maior intensidade do degelo que se observa nas regiões polares, no Verão. Isto tem sido visível, por exemplo, na Gronelândia, e está cada mais grave no caso da Antártida. Este continente tem cerca de 14 milhões de quilómetros quadrados de superfície, quase totalmente cobertos de gelo, que nalgumas regiões chega a ter quilómetros de espessura. Ultimamente, sobretudo na sua parte ocidental, verifica-se um grande aumento de desprendimento de gelos, o que implicará, num prazo não muito longo uma subida do nível dos oceanos, e alterações cada vez maiores no clima por todo o mundo. As consequências que daqui poderão derivar são incalculáveis. Os esforços para contrabalançar a situação são poucos e inconsistentes. Não é exagero afirmar que se está perante uma das maiores ameaças para o futuro da humanidade. Ao recusar encarar este facto está-se efectivamente a pôr em risco o futuro dos nossos filhos e netos.

 

 

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