XOSÉ MARÍA ÁLVAREZ CÁCCAMO
( 1950 )
E AGORA, JOSÉ?
Para Ricardo Araújo Pereira
“…você que faz versos,
que ama, protesta,
e agora, José?
Carlos Drummond de Andrade
Repousar agora
os olhos no botão
de luz do sol-pôr.
E ficar a ver cair
a tarde do sul
na produndeza do mar.
Dar atenção
ao sábio amor
da gente simples.
E saber estimular
essa ira do peito
contra a condição
do inocente terror
com que a lei
possibilita o poder
(1998)
(de “Poesia em Lisboa/2000”)
Poeta e crítico literário nascido em Vigo/Galiza. Estudioso da poesia galega da segunda metade do século XX. Da sua obra poética: “Praia das furnas” (1983), “Arquitecturas de cinza” (1985), “Luminoso lugar de abatimento” (1987), “Fragmentos de mar” (1989), “Calendario perpetuo” (1997), “Vocabulario das orixes” (2000).

