POESIA AO AMANHECER – 499 – por Manuel Simões carlosloures1 de Agosto de 201431 de Julho de 2014Literatura Navegação de artigos PreviousNext MARIA ALEXANDRA DÁSKALOS ( 1957 ) POEMA DO TEMPO SUSPENSO A morte esperou-nos à porta. Pilharam-nos as casas E disso tudo fizeram um barco E o barco navegava no fundo de um poço. A quilha de madeira bate na pedra fria Navegamos para norte norte norte E a tempestade abafa o choro das crianças. Antes de enlouquecer digo-vos – a pátria já não é nossa mas não será vossa. (Ao fim da tarde vou colher figos junto ao poço) (de “Poesia no Porto Santo/2004”) Poetisa e crítica literária angolana. Colaboradora da revista “Angolé” (2002-2003). Da sua obra poética: “Jardim das Delícias” (1991, ed. portuguesa 2003), “Do Tempo Suspenso” (1998), “Lágrimas e Laranjas” (2001). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...