EDITORIAL – UMA CIDADE NOVA, NUM PAÍS VELHO

Imagem2

O Público de hoje traz-nos uma reportagem intitulada Santo André – A Cidade Que Continua Por Fazer, de Raquel Ribeiro e Miguel Madeira, que faz o historial de Vila Nova de Santo André, uma cidade projectada e lançada pelo antigo Gabinete da Área de Sines, entidade que foi responsável pelo lançamento e desenvolvimento do projecto industrial e portuário de Sines. Podem ler em:

http://www.publico.pt/noticia/a-cidade-que-40-anos-depois-continua-por-fazer-1666422

O porto de Sines é do maior interesse para o país, sem sombra de dúvida. Poderá constituir uma alternativa viável para os grandes portos europeus, em determinadas condições económicas e políticas. Sendo Portugal um país da União Europeia, com necessidade urgente de crescimento económico sustentável, mas urgente, até para conseguir cumprir metas que lhe são impostas é estranho que se preste tão pouca atenção a este assunto. O problema das ligações ferroviárias com a Europa não tem vindo a público e está provavelmente adormecido. Quais as diligências que são  feitas a nível oficial para a promoção na Europa do Porto de Sines? Parece que os chineses já mostraram interesse por ele. Será que o querem comprar também? Era bom que as pessoas fossem informadas sobre estes assuntos. A começar pela população que vive na zona, que é directamente afectada pelo que ali se passa, a nível económico e ambiental.

Ao contrário de outros megaprojectos, tudo indica que o lançamento do Porto de Sines foi uma boa ideia, qualquer que seja o prisma em que nos coloquemos. Será preciso que a iniciativa não fique desaproveitada, perdendo-se os grandes investimentos já feitos, e que se saiba controlar os impactos prejudiciais que um  projecto desta dimensão sempre acarreta. E é muito importante trazer os cidadãos portugueses ao corrente do que se passa.

1 Comment

  1. O único prisma aceitável será o de não colocar o porto de Sines ao serviço da Europa, antes pelo contrário. Uma peça fundamental na estratégia nacional não pode subordinar-se a quaisquer conveniências alienígenas.
    O eixo Canal do Panamá- Sines será mais um desenvolvimento que Portugal tem de saber fazer render e render bem. Jamais para tornar fácil a vida dos continentais europeus. Da China para Sines em linha recta sem passar pelo Continente africano é uma alteração radical nos relacionamentos internacionais cujo aproveitamento tem uma importância capital. O porto de Sines, é necessário não esquecer, é o único porto de águas profundas no ocidente europeu e a época dos navios “à antiga” acabou. CLV

Leave a Reply