CASA DA ACHADA – MÁRIO DIONÍSIO E A LITERATURA BRASILEIRA, OFICINA DE FRANCÊS, O PERÍODO DO CUBISMO, CINEMA AO AR LIVRE com ROMA, POLÍTICAS CULTURAIS E PODER

Microsoft Word - 28 AGO-1 SET 14

 

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Nesta sessão do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais» vamos com conversar com João Marques Lopes sobre a relação de Mário Dionísio com a literatura brasileira.

Mário Dionísio apresentou a sua dissertação de licenciatura em Filologia Românica, em 1939, sobre o escritor Érico Veríssimo. Posteriormente escreveu em várias publicações sobre a literatura brasileira e os seus autores.

«Se tomarmos Jorge Amado, Lins do Rego, Érico Veríssimo, Graciliano Ramos para exemplo, veremos como em todos eles há um fulcro comum. Em todos eles a luta pela dignidade do Homem. Em todos eles a revelação dum país através das suas realidades nacionais. Em todos eles a luta pela satisfação das necessidades universais do Homem que virá resolver, justamente, o problema das suas realidades nacionais.»
Mário Dionísio, [Érico Veríssimo] Um romancista brasileiro (dissertação de licenciatura, 1939)

«(…) Mário Dionísio vislumbrava não só a hipótese de os caminhos mais inovadores da ficção do momento passarem por uma periferia tropical emancipada do centro europeu (sobretudo francês e inglês), em que tradicionalmente assentava a nossa renovação das letras e das artes, mas também o reconhecimento descomplexificado de que a literatura brasileira de 30 devia retroagir sobre a portuguesa para a revigorar e fazer encontrar a vida na sua complexidade e movimento dialéticos.»
João Marques Lopes, Introdução à reedição de [Érico Veríssimo] Um romancista brasileiro (CLEPUL, 2011)

Nesta sessão de «Diálogos in Música», ciclo organizado pela SPIM – Sociedade Portuguesa de Investigação em Música, vamos falar de políticas culturais e poder numa mesa redonda com João Romão, Paula Gomes Ribeiro e Pedro Rodrigues.

«Que futuro tem a música, e a cultura de forma alargada, num país sem ministério, que a relega para algo supérfluo e a empurra para distinções perigosas que estimulam hierarquias sociais e promovem sustentabilidades e/ou contrapartidas financeiras?
Que políticas culturais são as que surgem de forma mais ou menos atabalhoada da cabeça de alguns, que na maior parte dos casos pouco sabem de arte, de cultura, e sobre ela projectam os seus ideais neo-liberais?
No meio disto, a que se agarram e a que se sujeitam agentes musicais (intérpretes, compositor*s, director*s musicais,…) e a que ficam circunscrit@s musicólog@s. etnomusicólog@s, sociólog@s da música, etc, sendo que a investigação (financiamento, validação, procura, reconhecimento) regride a cada dia que passa?»

Vamos aprender francês – sons, palavras, frases – a partir de canções com Eduarda Dionísio e convidados.

Para quem não sabe ainda e quer saber a partir dos 6 anos.

18h30 – Leitura comentada, com projecção de imagens, do capítulo «O período do cubismo» de John Berger. Quem lê é Manuela Torres.

21h30 – Projecção, ao ar livre, de Roma (1972, 128 min.) de Federico Fellini. Quem apresenta é Antonino Solmer.

HÁ TAMBÉM MAIS COISAS PARA VER E LER DURANTE O HORÁRIO DE ABERTURA (2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h, sábados e domingos das 11h às 18h):

  • EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – PINTURA A PARTIR DE 1974»
    Exposição, até ao dia 22 de Setembro, de dezenas de obras de Mário Dionísio que mostra o seu percurso como pintor abstracto, entre 1974 e 1993.

  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA

    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc…

    A Mediateca da Achada está em fase de catalogação. Para já, começam por estar disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.

    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.

    E agora vamos ter pólos da Biblioteca aqui no bairro. Já podem visitar e ler livros no pólo do restaurante Alcaide, na Rua de São Cristóvão, e no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata.

  • LIVROS LIVRES

    No terreno em frente à Casa da Achada, desde que não chova, é só entrar, escolher, sentar-se um pedacinho ou a tarde inteira a folhear ou a ler. Para continuar, levar o livro começado ou a começar, e era bem bom deixar outro para o próximo que vier. Hoje mesmo ou amanhã.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).

    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h.

QUEM QUISER E PUDER AJUDAR A CASA DA ACHADA:

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