I have a dream, disse, perante mais de duzentas mil pessoas, Martin Luther King em 28 de Agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington, culminando com um discurso vibrante uma histórica Marcha de Washington pelo Trabalho e pela Liberdade, num momento crucial do Movimento Americano pelos Direitos Civis. E nesse sonho dominava o anseio por uma igualdade plena de direitos para brancos e negros. 51 anos depois, o sonho parece ter sido transformado em realidade – um negro foi eleito e reeleito para a Casa Branca.
Um negro provou que pode ser tão competente como um branco a fazer seja o que for. Quem não era racista, já o sabia, para quem tivesse dúvidas, Obama provou que um negro pode dirigir a nação mais poderosa do mundo e, tal como um branco o faria, converter em pesadelos os sonhos de muitos milhões de pessoas na América Latina, na Ásia, em África, na Europa… Um negro pode, tal como um branco, atraiçoar promessas e princípios. Pode espalhar a morte e o terror em nome da democracia…
Se calhar, este não era bem o sonho de Luther King…