JOTAS DOS PARTIDOS PREPARAM ASSALTO AO PODER – por Mário de Oliveira

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Já entrou na rotina dos finais do verão de cada ano e ninguém se mostra ralado com isso. As juventudes dos diversos partidos políticos, à esquerda e à direita, não querem deixar os créditos dos seus líderes por mãos alheias e, todos os anos, correm a participar em “universidades de verão”, para, desse modo, prepararem o assalto ao poder. Desde que seja poder político, ou outro, é o que lhes interessa. Já a Política praticada continua fora do ser e do viver da generalidade das pessoas e dos povos. Também da generalidade das, dos jovens. É a mais nobre de todas as artes de todas as actividades, e deveria mobilizar-nos a todas, todos, desde o ventre das nossas mães, mas não é o caso. Precisamente, por ser a mais nobre de todas as artes, de todas as actividades. Tudo o que é nobre, exige esforço, dedicação, humildade, muita aplicação, contemplação, espiritualidade, sabedoria, abertura ao novo e ao belo, criatividade, afecto, permanente postura de parteira na relação com os demais. E a generalidade das populações, também dos jovens deste início do terceiro milénio, prefere continuar a reger-se pela lei do menor esforço, da inércia, da rotina, do deixar-se ir na corrente. De resto, as próprias mães, os próprios pais olham para as suas filhas, os seus filhos, como coisa sua, não como outras tantas dádivas vivas à humanidade. É ver como, desde cedo, sonham para elas, para eles, futuros de estabilidade, de segurança, lugares de proa, profissões que rendam muito dinheiro, lhes garantam prestígio sobre prestígio. E é aqui que entram os partidos políticos, com as suas tentadoras propostas, estilo, Tudo isso te darei, se, prostrado, me adorares. As mães, os pais têm de perceber que a via do poder é a mais estéril e a mais prejudicial para as suas filhas, os seus filhos. Serão mães, pais à altura do terceiro milénio, se despertarem as filhas, os filhos para a Política praticada, como a expressão maior e mais fecunda do amor ao próximo. Só ela nos faz humanos e felizes. Já o poder político, pelo contrário, devora quantas, quantos o servem. Alerta!
5 Set.º 2014

 

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