NESTE DIA… A 13 DE SETEMBRO NASCEU A ESCRITORA NATÁLIA CORREIA

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Natália Correia nasceu a 13 de Setembro de 1923 em Fajã de Baixo, concelho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, e morreu em Lisboa na madrugada de 16 de Março de 1993. Aí ficou até aos onze anos, vindo depois para Lisboa.

 Com 20 anos era jornalista no Rádio Clube Português. A partir daí, dela se pode referir a sua obra literária –  com poesia,  prosa de ficção, teatro,  ensaio,  tradução e  organização de antologias. A sua colaboração na comunicação social – imprensa (Século Hoje e Vida Mundial ) e televisão (programa “Mátria”) não foi de menor importância. Dirigiu, também  a editora Arcádia (1973).

Assinou as listas do MUD (Movimento de Unidade Democrática) e No período de campanha do general Humberto Delgado à Presidência da República, foi um dos polos de congregação dos opositores ao regime. Em 1969, volta a tomar posição, no combate à ditadura de Marcelo Caetano, através da militância no CEUD.

natalia correia

Os seus pensamentos sempre foram expressos abertamente, antes e depois de 1974. Na década de cinquenta à sua casa ocorriam os intelectuais portugueses, mesmo de diferentes opiniões. Foi lá que se representou a a peça de Jean-Paul Sartre Huis-Clos, proibida pela censura.

Foi deputada pelo PPD à Assembleia da República, de 1979 a 1980 e de 1980 a 1983 e pelo PRD, como independente, de 1987 a 1991.

E foi, enquanto deputada que tomou posição, contra as ordens do seu partido,  em 1982, no importante assunto que foi a interrupção voluntária da gravidez. Tomou a sua decisão em liberdade, de acordo com a sua consciência.

Falar da sua obra, é impossível em tão pouco espaço. Muitos dos seus poemas foram inspiração para músicos e estão cantados. Fiquemos com um poema bem actual.

 

VIOLENTÁMOS A NATUREZA

QUANDO MATÁMOS AS NOSSAS FERAS

 

Os homens copiavam os anjos;

os anjos copiavam os homens;

ambos copiavam a inocência;

a inocência copiava as feras.

 

As feras devoraram os homens

os anjos devoraram as feras.

A inocência vestiu-se de roxo

pelo luto das futuras eras.

 

 

 

 

 

 

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