Para lá do pânico que causou nos senhores que mandam na Europa do euro, o referendo na Escócia, sim ou não à independência, não passa de monumental falácia política. Ninguém o diz, assim, sem quaisquer subterfúgios, como aqui se escreve/diz. Porque aos comentadores de serviço, todos do sistema de poder, e às elites dos partidos políticos, de direita e de esquerda, umas e outras com devoradora fome de poder, nem que seja uma única cadeira no parlamento do Estado de cada país, cabe-lhes ocultar a verdade/realidade, não pô-la a descoberto. Todos intuem, uns mais, outros menos, o que Jesus, o do Evangelho de João, pratica e por isso anuncia, como boa, mas também exigente palavra de ordem pessoal e política, “Amai/praticai a verdade, que a verdade vos fará livres”. Ora, é precisamente para impedir semelhante passo qualitativo em frente, por parte da humanidade, que há o sistema de poder com as suas minorias privilegiadas, das quais fazem parte todos os comentadores de serviço nos grandes media, todas as elites dos partidos políticos, das grandes e médias empresas, dos sindicatos, dos bancos, das igrejas/religiões. A falácia política é o próprio referendo, sim ou não à independência. Ou o referendo não fosse, como é, criação do sistema de poder e suas minorias privilegiadas. Não pode haver real autonomia/independência dos seres humanos e dos povos, enquanto o sistema de poder se mantiver ao comando do mundo, para cúmulo, e, como hoje já acontece, cientificamente organizado e armado de tudo o que há de mais sofisticado, nas técnicas de dominar as mentes/consciências dos povos. Nestas condições políticas objectivas, para cúmulo, já entranhadas, como um demónio, nas mentes/consciências dos seres humanos e dos povos, resta-nos tão só a obscena possibilidade de escolhermos um, entre dois patrões/senhores, qual deles o mais refinado na perversa arte de nos envenenar, anestesiar, alienar, controlar, dominar. Enquanto não protagonizarmos na história a revolução antropológica-teológica de Jesus, não chegaremos à feliz condição de seres humanos e povos verdadeiramente autónomos, livres, em fecunda relação maiêutica uns com os outros. Havemos de ser sempre esta apagada e vil tristeza, típica dos súbditos!
De facto, uma independência que, há séculos foi roubada pela força, não vai conseguir vingar por uma eleição que, na verdade, foi imaginada para, muito democraticamente, garantir a submissão vigente.CLV
De facto, uma independência que, há séculos foi roubada pela força, não vai conseguir vingar por uma eleição que, na verdade, foi imaginada para, muito democraticamente, garantir a submissão vigente.CLV