EDITORIAL – “OMO” LAVA MAIS BRANCO, DESINFORMAÇÃO LAVA MAIS BRANCO

Foi com incredibilidade que se ouviu, na  reportagem da RTP, a televisão logo editorialpública, “branquear” , às descaradas, Ricardo Salgado, com a ajuda de cidadãos considerados “sérios”. Não caiam da cadeira, mas foi dito: “Ricardo Salgado tem pela frente a maior batalha da sua vida: limpar o nome da sua família e provar, no banco dos réus, a sua inocência.”! Omo lava mais branco, ou desinformação lava mais branco.  Já nem precisamos de investigação e julgamentos (será que lá se chegará?…)!

Depois, aproveitando uma movimentação de rua, de origem popular, ocorrida há dois anos, sem orientações de nenhum partido, apareceram uns tantos a organizar-se em partido político  ( Movimento Nós Cidadãos)!

Tudo desconexado, passam flashes, acontecimentos aparentemente contraditórios, mas talvez não.

A fábrica de Cerâmica Valadares, declarada a sua insolvência há dois anos, por má gestão, foi considerada viável por quatro ex-quadros da empresa e pelos credores da antiga gestão. Renasce com 300 trabalhadores que possuía na altura em que foi obrigada a fechar as portas. Algumas pessoas que recuperam o emprego, utilizando o seu saber profissional, a partir da vontade da não resignação e de encontrar soluções.

Há a fome por que passam muitos dos portugueses, à espera das migalhas dos bancos alimentares, que as recebem dos grandes supermercados que as entregam como subsídio, abatendo nos impostos, mas que são, muitas vezes, cabazes de fruta podre, assim como à espera das migalhas vindas da Europa. O relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e para a Agricultura (FAO) diz que na Europa há 15 milhões de pessoas sem acesso a alimentos suficientes, seguros e nutritivos. Sendo Portugal um dos países que mais recebem dessas verbas, nos serviços que as fazem chegar a quem delas precisa, reina o descontrolo. E o Instituto Nacional de Estatística indicou que no ano de 2013, passado 2,2 % dos menores de 15 anos pertenciam a famílias que não lhes garantiam pelo menos uma refeição diária de carne ou peixe e 1,4% não comiam fruta e legumes uma vez por dia. Não admira que cheguem aos hospitais com sinais destas carências.

No meio disto tudo, lê-se a notícia de que poderemos vir a trocar carros velhos por um crédito de dois mil euros para ser utilizado nos transportes públicos, a bem do ambiente! Será desta que vamos ter menos carros na rua?

E hoje é o Dia Internacional da Paz. Há quem se reúna a sentar-nos em Paz e Silêncio,  na Praça do Rossio, em Lisboa, em comunhão com iniciativas semelhantes em todo o mundo. Há quem se reúna na Marcha Global pelo Clima – Mobilização Contra as Alterações Climáticas: Salvem o Planeta. Que se segue?

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