Foi Alcântara que a viu nascer, a 23 de Julho de 1920. Em termos de estudos só completou a instrução primária, porque o contributo das receitas do seu trabalho eram necessárias à família. Foi aprendiz de costureira, de bordadeira e operária de uma fábrica de chocolates e rebuçados, vendeu fruta nas ruas do cais de Alcântara.
Cantar era o seu gosto. Em 1935, foi escolhida para cantar o “Fado Alcântara” como solista, nos festejos dos Santos Populares, acompanhando a Marcha Popular do seu bairro. E nunca mais parou.
A partir da década de 1950, Amália Rodrigues realizou longas viagens de digressão por todo o mundo.
A relação de Amália com o teatro e o cinema foi igualmente marcantes.
No que se refere à construção musical, Amália Rodrigues introduziu inovações na postura e indumentária dos fadistas. Canta o repertório tradicional mas é de ressaltar o papel que deu à poesia erudita ( Pedro Homem de Mello, David Mourão-Ferreira, Alexandre O’Neill, José Régio, Vasco de Lima Couto, Manuel Alegre e José Carlos Ary dos Santos.
Em1976 foi editado pela UNESCO o disco «Le Cadeau de la Vie» em que figura ao lado de Maria Callas e de Jonhn Lennon. Pela sua mão, em 1990 se ouviu cantar o fado, pela primeira vez em 200 anos. Apenas em 19 de Abril de 1985 apresentou o seu primeiro concerto individual em Portugal, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, o qual será repetido no Coliseu do Porto a 26 de Abril do mesmo ano.