CASA DA ACHADA – O MANDARIM de EÇA DE QUEIROZ, OFICINA de ILUSTRAÇÃO, A PALETA E O MUNDO, CINEMA com ANATOMIA DE UM CRIME, O CONTRIBUTO DO CANTO CORAL NA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO

Microsoft Word - 17-20 out 14

10 artistas

Nesta sessão vamos falar sobre O mandarim de Eça de Queiroz com Manuel Nunes.

«Entre o grito sadio de Rabelais, o vigor de Camões, o amor da coisa-tal-qual de Diderot e de Chardin, a ironia finíssima de Eça e as guitarras fragmentadas de Picasso, não há a distância que muitas vezes se supõe. Há apenas a riquíssima multiplicidade da expressão estética dum tipo de sociedade e, portanto, dum tipo de homem que encontrou nos ondulados relógios de Dali ou no dorido interiorismo de Rilke o grito surdo da sua agonia, como encontrara na solidez das carnações de Rafael o grito forte da sua chegada vitoriosa.»
Mário Dionísio, «O que é o neo-realismo?» (O Primeiro de Janeiro, 1945)

A SPIM – Sociedade Portuguesa de Investigação em Música apresenta mais uma sessão, inserida no seu ciclo «Diálogos in Música», desta vez sobre a contribuição do canto coral na constituição do Estado Novo com Maria José Artiaga.

«A disciplina de Canto Coral, implementada durante o período republicano em 1918, foi reforçada com a ditadura, a partir do golpe militar de 1926, como um meio particularmente dinâmico na mobilização da juventude. Esperava-se que o Canto Coral transmitisse, num “uníssono? vibrante, a mensagem de coesão e esforço de um todo disciplinado, a sugestão “autêntica” de uma “perfeita sociedade?.
Nesta apresentação irei referir-me ao entendimento da disciplina pelos vários intervenientes e caracterizar os momentos mais significativos da sua história através de alguns exemplos do seu repertório.»

Vamos pegar no texto da versão de Os dez anõezinhos da Tia Verde-Água de Filomena Marona Beja e fazer um livro ilustrado. Nos domingos do mês de Outubro vamos fazer as ilustrações com a ajuda de Felisbela Fonseca e Marta Caldas.

No mês de Novembro, já com o texto e as ilustrações, vamos fabricar esta edição caseira – a organização do livro, a paginação e a encadernação.

Para todos a partir dos 6 anos.

18h30 – Continuação da leitura comentada, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio por Carla Mota. Neste dia começamos a leitura do 1º capítulo, «Chamemos-lhe divórcio» do volume I, «Expressão e compreensão».

«A Paleta e o Mundo não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes uma longa conversa – porque nunca esqueço que escrever é travar um diálogo constante, uma das várias e mais fecundas maneiras de não estar sozinho. Uma longa conversa com aquelas tantas pessoas, como eu próprio fui, que, vendo na pintura moderna qualquer coisa de chocante cujo porquê se lhes escapa, achariam contudo indigno injuriá-la sem terem feito algum esforço para entendê-la.» Mário Dionísio

21h30 – Projecção de Anatomia de um crime (1960, 160 min.) de Otto Preminger. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

OUTRAS SESSÕES NA CASA DA ACHADA:

  • LANÇAMENTO DE LÁPIS DESAFIADO Nº 4
    Domingo, 19 de Outubro, 18h
    O Lápis Desafiado nº 4 sai na forma de um CD audio, ou não fosse este o desafio:
    «A partir de um ou mais versos
    ou de um ou mais poemas
    do Lápis Desafiado nº 3,
    constrói um objecto sonoro.»
    Os belos dos discos, com mais de uma vintena de faixas de autores diferentes, saem à rua nesta sessão.
    Estão convidados a aparecer para conversar um bocadinho e levar um ou mais disquinhos, e para ficarem a saber qual o novo desafio para fazer a partir deste objecto.

HÁ TAMBÉM MAIS COISAS PARA VER E LER DURANTE O HORÁRIO DE ABERTURA (2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h, sábados e domingos das 11h às 18h):

  • EXPOSIÇÃO «10 ARTISTAS DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU»
    Exposição que reúne obras de 10 artistas sobre os quais Mário Dionísio escreveu em livros, prefácios, álbuns, catálogos, artigos: Cândido Portinari, Júlio Pomar, Júlio, Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos de Oliveira, Abel Salazar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Vieira da Silva e José Júlio.
  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… Pode-se ler no local ou requisitar livros.
    Na Mediateca da Achada estão disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
    Há também outros pólos da Biblioteca aqui no bairro. Já podem visitar e ler livros no pólo do restaurante Alcaide, na Rua de São Cristóvão, e no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata.
  • LIVROS LIVRES
    No terreno em frente à Casa da Achada, desde que não chova, é só entrar, escolher, sentar-se um pedacinho ou a tarde inteira a folhear ou a ler. Para continuar, levar o livro começado ou a começar, e era bem bom deixar outro para o próximo que vier. Hoje mesmo ou amanhã.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.

A CASA DA ACHADA FORA DE PORTAS:

  • EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
    Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval (Almeirim)
    De 1 a 31 de Outubro
    Exposição de 13 painéis sobre a vida e a obra de Mário Dionísio, desde a sua infância e adolescência, a militância política – antes e depois do 25 de Abril -, a sua pintura e a sua obra literária – da poesia ao romance, da crítica ao ensaio – e da sua actividade como pintor.
  • EXPOSIÇÃO «O 25 DE ABRIL AO AR LIVRE»
    Duas de Letra (Porto)

    De 11 a 25 de Outubro
    São 20 painéis em tela com textos e imagens sobre o que mudou com o 25 de Abril a partir de um texto de João Martins Pereira: «… esses dois anos terão sido para muitos (para eles-próprios, mas sobretudo para uns milhões de trabalhadores da cidade e do campo, de “deserdados”, de explorados, de moradores de bairros de lata, de velhos e novos, homens e mulheres) os dois únicos anos da sua vida — até ver — em que agiram, comunicaram, participaram, decidiram, enfim intensamente viveram. Estariam eles materialmente melhor se não tem havido esses excessos e desvarios? Tudo leva a crer que não.»

QUEM QUISER E PUDER AJUDAR A CASA DA ACHADA:

 

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