CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – PIOR QUE O VÍRUS ÉBOLA – por Mário de Oliveira

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Pior que o vírus ébola, é toda a histeria que os grandes media, os diários e os semanários, propriedade de grandes grupos financeiros, promovem junto das populações cada vez mais desprovidas de meios culturais e espirituais de defesa contra tantos e tão sofisticados ataques às suas mentes/consciências. São órgãos de propaganda, servidos por profissionais disfarçados de jornalistas, que confundem a realidade dos factos com o devorador apetite dos grandes grupos financeiros que lhes pagam. Deveriam investigar em profundidade e denunciar os seus crimes. Em vez disso, servem-se do rótulo de jornalistas, de grandes repórteres, para melhor esconderem o que realimente são – escribas, contratados para infectarem com o vírus do medo, minuto a minuto, as mentes/consciências das populações. As quais, assim, geração após geração, não chegam nunca a conhecer a liberdade. Apenas o medo. Desde que o mundo é mundo, e o ser racional puro e duro, incapaz de desenvolver de dentro para fora, até à plenitude da relação e da comunhão gratuitas, toda a capacidade sexual erótico-afectiva do corpo animado pelo Sopro feminino, que somos, estupidamente insiste em ser poder, o medo é cada vez mais medonho, generalizado. As populações vêem-se, então, reduzidas a bestas de carga, carne para canhão/impostos, servos da gleba, hoje, sob a refinada forma de compulsivos consumidores de todo o tipo de lixo tóxico do mercado, que dá pelo pomposo nome de dieta alimentar e de moderno estilo de vida. Nunca como neste início de terceiro milénio, as populações foram tão cientificamente infectadas pelo vírus do medo. Consequentemente, jazem, paralisadas, quando deveriam ser-viver de pé. As suas casas são outros tantos bunkers, onde se escondem e morrem de medo, desconfiadas de tudo e de todos. Já nem nos próprios filhos e vizinhos confiam. Têm-nos como estranhos, inimigos. Sem nunca perceberem que é o medo, com que andam possessas, que as leva a ver nos outros, inimigos, quando, afinal, o inimigo de todas elas, são os grandes grupos financeiros e seus mercenários, mascarados de jornalistas, de ministros, de deputados, de clérigos, de pastores de igreja, sexualmente eunucos à força, por isso, poder, em lugar de afectos, de relação maiêutica.
16 Outº 2014

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