Nestas datas, no Teatro Camões, um espectáculo que também pode ser reservado para escolas, em estreia mundial.
Coreografia de Rui Lopes Graça, conceção musical de Pedro Carneiro, música de∙ Joseph Haydn, figurinos de ∙Mariana Sá Nogueira e desenho de luz de Nuno Meira. Interpretação musical da Orquestra de Câmara Portuguesa .

Interpretação de música gravada de Romeu Santos – contrabaixo,∙ Miguel Costa – clarinete, Pedro Carneiro- percussão e Daniel Bolito- violino Rui Lopes Graça e Pedro Carneiro têm como tema de trabalho o movimento alemão “Sturm und Drang” (Tempestade e Ímpeto), nascido nas décadas de sessenta e setenta do séc. XVIII. Esta corrente protoromântica, que se estendeu a várias áreas artísticas, combateu a racionalidade do Iluminismo e as regras rígidas do Neoclassicismo francês ao mesmo tempo que inventava tempestades para si própria: as das explosões de irracionalidade e as das emoções selvagens. Enquanto regressava a Homero e a Shakespeare, não se subtraía porém a fazer a apologia da subjetividade e do carácter espontâneo da genialidade.
O tom dramático de “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Goethe, 1774, tornou-se num exemplo seminal do sturmismo bem como numa das grandes obras literárias da Humanidade. O seu impacto social – o efeito Werther – teve, à época, repercussões inimagináveis e a sua publicação chegou a ser proibida em vários países, tal era o arrebatamento que todos queriam imitar. Algumas das sublimes sinfonias de Haydn foram compostas por um idêntico estado de alma. Quase sempre em tom menor e com súbitas mudanças de ritmo e dinâmicas, elas serão o fio condutor de uma viagem que, mais de duzentos anos depois, Rui Lopes Graça e Pedro Carneiro vão iniciar no outono, através das emoções que o movimento pode sentir.
17, 18, 23, 24 e 25 às 21h
19 e 26 às 16h
ESCOLAS
22 de outubro às 15h
Mais informações: http://www.cnb.pt/gca/?id=1118
