Vai ser no dia 19, às 15 H, na Sala Almada Negreiros, numa colaboração com o Centro Nacional de Cultura e com entrada livre.
«Armindo José Rodrigues (1904-1993) formou-se em Medicina, mas celebrizou-se como poeta, tradutor e contista, sendo um fiel intérprete do país profundo, cheio de provações e injustiças, que encontrou no seu Alentejo de adopção. Quantos de nós não tomámos contacto com as descrições da vida dos trabalhadores agrícolas, com a geografia da terra, bem como com o pensamento de grandes autores como André Malraux ou Alain-Fournier através da sua escrita fiel e rigorosa… José Saramago chamou-lhe «poeta perguntador» e temos de reconhecer nessa qualidade inata de cultivar o inconformismo e a atenção perante a realidade que o circundava, uma das suas maiores virtudes. Voz Arremessada ao Caminho (1943); A Esperança Desesperada (1948); Um Poeta Recorda-se – Memórias de uma vida; O Inquieto Repouso e Lugar e Hora são algumas das suas obras, sempre repletas de sentimento e de solidão.» GUILHERME D’OLIVEIRA MARTINS
PROGRAMA:
15h00 – ABERTURA
Guilherme d’Oliveira Martins
Miguel Leal Coelho
A POESIA DE ARMINDO JOSÉ RODRIGUES
Fernando J. B. Martinho – Sobre “Ocasional a Vida”
Manuel G. Simões – O Romanceiro na poesia de Armindo Rodrigues
INTERVALO
AS MEMÓRIAS
António Pedro Pita – “Armindo Rodrigues e o neo-realismo : sinais”
António Pires Ventura – A Literatura Autobiográfica referente ao Partido Comunista Português
Paula Morão – Armindo Rodrigues, memorialista

