Dias 22 a 24 de Outubro 2014, decorre no no Instituto Francês de Portugal (Av. Luís Bívar, 91) e no Palácio Foz (Praça dos Restauradores) o congresso “O povo somos nós: Repensar o folclore no século XXI“. Reúne em Lisboa meia centena de investigadores de várias especializações e nacionalidades para fazer o Estado da Arte dos estudos folcloristas, e, de caminho, prestar homenagem ao antropólogo e folclorista Alan Dundes, que faria 80 anos em 2014.

O programa de conferências e debates procura explorar as manifestações contemporâneas e a multiplicidade de significados de um fenómeno cultural que ficou erradamente associado a uma abordagem redutora e estática de folclore.
Os oradores convidados são Alison Dundes Renteln, Christian Bromberger, Jorge Freitas Branco, Mário Correia, Pertti Anttonen e Tok Thompson.
Inspirado pela data em que Alan Dundes faria 80 anos, o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT), da Universidade Nova de Lisboa, organizou este Colóquio que tem por mote a proclamação de Dundes «Quem é o povo? Entre outros, somos nós!», procurando explorar as suas implicações a partir de um vasto leque de disciplinas, das ciências exactas às humanidades, às ciências sociais ou às artes visuais e performativas, à filosofia, à política, entre outras.
A abordagem folclorista tem sido muitas vezes vista como estática e descontextualizada, e a noção de folclore carrega ainda conotações simplistas e contraditórias. Em Portugal, o conceito de folclore continua associado ao Estado Novo e à reconfiguração ideológica e propagandística que o regime fez da cultura popular. No entanto, o fascínio das pessoas pelo folclore é inegável. A sua presença na vida de todos os dias toma muitas formas e é visível na vitalidade e diversidade das práticas sociais que reivindicam uma abordagem renovada e menos redutora.
