EDITORIAL  – A CORRUPÇÃO ENTRE NÓS

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A corrupção é muito falada. Nas campanhas eleitorais, com destaque para a recente campanha no Brasil para eleger o novo presidente da república, tem sido muito falada. Dilma Roussef, depois de eleita, terá inclusive prometido incluir o combate à corrupção nas prioridades do novo governo. Mas é preciso dizer que o facto de a corrupção ser muito falada não significa forçosamente que seja maior ou menor no Brasil do que noutros países.

Na realidade, ela acontece por todo o mundo. A começar por Portugal. E não nos parece que, pelo facto de, entre nós, se falar menos no problema que constitui a corrupção do que noutros países, se possa concluir que ela é menor do que noutros lados. É lícito pôr a questão: haverá interesse em falar sobre ela? Aí parece estar o busílis da questão.

Temos é verdade organizações e movimentos, como a Transparência e Integridade, Associação Cívica, que têm como objectivo debruçarem-se sobre o problema. Mas, entre privatizações, PPPs, concessões de exploração e outros fenómenos altamente discutíveis da nossa vida social e política, entre problemas que nos afectam fortemente todos os dias (vejam só o preço dos combustíveis) continua-se a falar pouco, muito pouco, de corrupção. Para se desmascarar, é preciso falar. E muito.

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