O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi reeleito com 60% dos votos, dedicando a sua vitória a Fidel Castro, ao falecido Hugo Chavez e a todos os governos antiimperialistas do mundo. A vitória deve-se às reformas socialistas empreendidas no país, as quais diminuíram a pobreza, aumentaram o papel do Estado na economia que deverá crescer mais de 5%, melhoraram significativamente as condições de vida da população e dignificaram a governação e o povo.
Perante esta belíssima notícia, ocorre-nos um pensamento perfeitamente legítimo: como seria hoje toda a América Latina, se em vez de ter cravadas no seu corpo as seculares e terríficas garras do imperialismo, tivesse sido governada por muitos Evos Morales?
Quem não vive para ser um fantoche da História, quem considera a cultura e a dignidade humana como prioridade nacional, quem luta contra a exploração do ser humano, quem luta pela justiça social e quer que o sol nasça para todos, quem considera a solidariedade humana como um dos maiores valores da vida, quem preenche a existência a lutar contra o abismo entre ricos e pobres, quem mede a tolerância e a liberdade dos cidadãos pela sua própria liberdade será sempre, sempre um vencedor.

