CASA DA ACHADA – LEITURA de «QUE A LUTA CONTINUA, DIZEM ELES», OFICINA de PAGINAÇÃO, A PALETA E O MUNDO, CINEMA com O CASO PARADINE

Microsoft Word - 1- 3 -NOV 14

10 artistas

Nesta sessão do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais» Antonino Solmer faz leitura do conto «Que a luta continua, dizem eles», publicado no livro A morte é para os outros (1988), de Mário Dionísio.

«”A luta continua, dizem eles”. Esteve para se chamar assim o livro. Eu não lhe chamei porque tive medo das interpretações de quem não lesse o livro. Porque “A luta continua, dizem eles” poderia parecer que era o autor a dizer isso, [mas] não, quem diz isso é o Pide… é o Pide que acaba por se encontrar numa situação admirável: “apesar disto tudo, afinal estou como nunca estive”. Já tinha casa, mas não tinha um carro próprio… não tinha uma casa e ainda estamos a ver no que vai dar.» Mário Dionísio em entrevista de Isabel Bahia no programa Elogio da Leitura da RTP em 1988.

Esta sessão está inserida numa série que pretende fazer um áudio-livro com textos de Mário Dionísio. Por isso, esta leitura será gravada por Olivier Blanc.

No mês passado fizemos ilustrações a partir texto da versão de Os dez anõezinhos da Tia Verde-Água de Filomena Marona Beja. Agora, vamos começar a fazer a paginação com Eduarda Dionísio.

Para todos a partir dos 6 anos.

18h30 – Leitura comentada, com projecção de imagens, do 2º capítulo, «A ciência contra a rte?» de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio por Helena Barradas.

«A Paleta e o Mundo não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes uma longa conversa – porque nunca esqueço que escrever é travar um diálogo constante, uma das várias e mais fecundas maneiras de não estar sozinho. Uma longa conversa com aquelas tantas pessoas, como eu próprio fui, que, vendo na pintura moderna qualquer coisa de chocante cujo porquê se lhes escapa, achariam contudo indigno injuriá-la sem terem feito algum esforço para entendê-la.» Mário Dionísio

21h30 – Projecção de O caso Paradine (1947, 112 min.) de Alfred Hitchcock. Quem apresenta é Youri Paiva.

O GRUPO DE TEATRO DA CASA DA ACHADA APRESENTA:

  • MÃOS OU AS INQUIETAÇÕES
    Terça-feira, 4 de Novembro, 20h
    Cantina Velha da Universidade de Lisboa
    Desta vez um trabalho à volta de dois poemas de Mário Dionísio («Pior que não cantar» e «Solidariedade») e de um texto («Mãos cheias») de Conceição Lopes com um apontamento do texto «A Mãe» da Comuna Teatro de Pesquisa, de 1977 (a partir de Bertolt Brecht), tudo isto pautado pela música do Balanescu Quartet.
    Trabalho colectivo que vive das presenças e das ausências daqueles que lhe dão corpo, das suas necessidades e dificuldades, das suas raivas e angústias, das suas alegrias e tristezas, mas sobretudo da sua vontade de querer fazer.
    Falamos e mostramos as nossas mãos como quem dá e interroga. Tudo podemos fazer e desfazer com as nossas mãos.
    Escolhemos fazer, dando as mãos!

PODE VER A EXPOSIÇÃO «O 25 DE ABRIL AO AR LIVRE» NO PORTO:

  • INAUGURAÇÃO: O 25 DE ABRIL AO AR LIVRE
    A Cadeira de Van Gogh, Rua Morgado de Mateus, 41, Porto
    Sábado, 1 de Novembro, 21h30
    Leituras de Mário Dionísio por António Domingos e José Carlos Costa.
    São 20 painéis em tela com textos e imagens sobre o que mudou com o 25 de Abril a partir de um texto de João Martins Pereira: «… esses dois anos terão sido para muitos (para eles-próprios, mas sobretudo para uns milhões de trabalhadores da cidade e do campo, de “deserdados”, de explorados, de moradores de bairros de lata, de velhos e novos, homens e mulheres) os dois únicos anos da sua vida — até ver — em que agiram, comunicaram, participaram, decidiram, enfim intensamente viveram. Estariam eles materialmente melhor se não tem havido esses excessos e desvarios? Tudo leva a crer que não.»

HÁ TAMBÉM MAIS COISAS PARA VER E LER DURANTE O HORÁRIO DE ABERTURA (2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h, sábados e domingos das 11h às 18h):

  • EXPOSIÇÃO «10 ARTISTAS DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU»
    Exposição que reúne obras de 10 artistas sobre os quais Mário Dionísio escreveu em livros, prefácios, álbuns, catálogos, artigos: Cândido Portinari, Júlio Pomar, Júlio, Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos de Oliveira, Abel Salazar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Vieira da Silva e José Júlio.
  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… Pode-se ler no local ou requisitar livros.
    Na Mediateca da Achada estão disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
    Há também outros pólos da Biblioteca aqui no bairro. Já podem visitar e ler livros no pólo do restaurante Alcaide, na Rua de São Cristóvão, e no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.

A CASA DA ACHADA FORA DE PORTAS:

  • EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
    Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval (Almeirim)
    De 1 a 31 de Outubro
    Exposição de 13 painéis sobre a vida e a obra de Mário Dionísio, desde a sua infância e adolescência, a militância política – antes e depois do 25 de Abril -, a sua pintura e a sua obra literária – da poesia ao romance, da crítica ao ensaio – e da sua actividade como pintor.
  • EXPOSIÇÃO «O 25 DE ABRIL AO AR LIVRE»
    Duas de Letra (Porto)

    De 11 a 25 de Outubro
    São 20 painéis em tela com textos e imagens sobre o que mudou com o 25 de Abril a partir de um texto de João Martins Pereira: «… esses dois anos terão sido para muitos (para eles-próprios, mas sobretudo para uns milhões de trabalhadores da cidade e do campo, de “deserdados”, de explorados, de moradores de bairros de lata, de velhos e novos, homens e mulheres) os dois únicos anos da sua vida — até ver — em que agiram, comunicaram, participaram, decidiram, enfim intensamente viveram. Estariam eles materialmente melhor se não tem havido esses excessos e desvarios? Tudo leva a crer que não.»

QUEM QUISER E PUDER AJUDAR A CASA DA ACHADA:

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