REFLEXÃO – Bolivarianismo – por Adão Cruz

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A força Bolivariana é a alma da América Latina

O Equador, a Venezuela, a Nicarágua e a Bolívia são exemplos de que quando o povo quer e sabe leva ao poder governos de esquerda, os únicos que procuram garantir a dignidade dos seus povos e do mundo. Seria muito bom que todos os países da América Latina seguissem estes exmplos. Já estiveram muito mais longe. Há, na realidade, um vento benfazejo a procurar varrer todos os dejectos imperialistas.

A reorganização do sistema político e a refundação do Estado estão a criar nestes países uma democracia participativa que não tem paralelo no mundo actual. O uso de plebiscitos, referendos, eleições autênticas e sem fraudes têm levado à mais difícil das lutas, o combate das oligarquias e a restituição ao povo do real poder de decisão. E grandes têm sido as vitórias.

O nacionalismo económico e a igualdade social são as metas que visam o desenvolvimento da educação, da saúde, da distribuição da riqueza, da melhoria dos serviços públicos e da ampliação e aplicação real dos direitos sociais. Só a nacionalização dos sectores estratégicos da economia permite obter os meios para esses investimentos sociais. Tudo o resto são cantigas.

Daí que o grande inimigo destes povos seja o imperialismo, o grande vampiro da América Latina e não só, através da usurpação das suas riquezas, da dominação cultural e da redução dos povos à miséria. Uma das grandes metas destes novos governos é não só a nacionalização das riquezas que são de todos e não de alguns, mas a promoção de uma ampla política cultural e educacional com vista ao fortalecimento da arte e cultura indígenas e à preservação dos costumes e modos de viver das populaçãoes, rudemente espezinhados pelo cruel e secular colonialismo.

O Bolivarianismo é, em suma, um movimento carregado de humanismo e justiça social, que procura criar um sistema político com forte participação popular directa e uma política económica fortemente anti-imperialista que conduza a um desenvolvido igualitarismo social e retire os povos da exploração e da humilhação.

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